domingo, maio 17, 2026
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3 semanas de família desaparecida: o que ainda falta esclarecer sobre mistério no RS

por admin
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A seguir, o g1 separou os pontos que ainda precisam ser esclarecidos na investigação sobre o sumiço da família:

  • O que aconteceu no dia 24 de janeiro
  • Como e por que os pais desapareceram no dia seguinte
  • A movimentação dos celulares
  • A presença do suspeito nas casas da família
  • Os vestígios de sangue e material genético
  • A motivação exata do crime

Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar — Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil

O que aconteceu no dia 24 de janeiro

A última movimentação confirmada de Silvana ocorreu na noite de 24 de janeiro. A postagem em suas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem.

Além disso, imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem.

Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS

Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS

Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. O carro de Silvana foi encontrado com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou, segundo a investigação.

A polícia busca identificar os outros veículos.

Como e por que os pais desapareceram no dia seguinte

Isail e Dalmira foram atrás da filha no domingo, dia 25 de janeiro. Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar Silvana. Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada.

Depois disso, eles também não foram mais vistos. Ainda não sei sabe para onde o casal foi depois de deixar a unidade policial.

A polícia tem indícios de que o suspeito esteve próximo da família Aguiar, principalmente dos pais de Silvana, no dia do desaparecimento do casal.

A movimentação dos celulares

Cristiano, a mãe e a atual companheira tiveram os celulares apreendidos. As mulheres são tratadas como testemunhas.

De acordo com a polícia, Cristiano e a atual namorada não forneceram as senhas dos aparelhos.

📱👮 A quebra do sigilo telefônico permite à polícia identificar horários e locais em que o telefone foi utilizado, enquanto o acesso ao telefone por meio da senha permite acessar o conteúdo de mensagens e de arquivos armazenados no telefone.

Ao g1, a defesa do policial militar afirma que, “sem acesso a investigação, qualquer pessoa no Brasil tem o direito de permanecer em silêncio.”

A presença do suspeito nas casas da família

Mercado da família Aguiar — Foto: Reprodução/RBS TV

O delegado informou que a chave da casa dos idosos estava com Cristiano quando ele ainda era tratado como testemunha.

Além disso, após a prisão do suspeito, a reportagem teve acesso a materiais atribuídos ao ex-marido de Silvana. No dia 1º de fevereiro, Cristiano enviou uma foto de dentro da casa de Isail e Dalmira, mostrando um veículo que pertence ao casal. Em outro áudio, ele conta que entrou mais de uma vez nas casas ligadas à família Aguiar.

“Eu só estou indo muito na casa da Silvana, todos os dias, porque tem um cachorro e um gato lá. Tanto que hoje eu não fui ainda, eu preciso levar ração”, afirmou.

Inclusive, foi o próprio suspeito que fez o primeiro boletim de desaparecimento de Silvana.

Os vestígios de sangue e material genético

Perícias realizadas em duas casas da família e nos veículos encontraram:

“Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (…) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP”, explica o delegado Anderson Spier.

Conforme o delegado, não havia sinais de luta corporal nem de montagem de cena no local. “Os peritos entenderam que o local estava íntegro. Não tinha nenhuma alteração que sugerisse alguma espécie de luta dentro da residência”, complementa.

A polícia aguarda análises do IGP, assim como os resultados finais das perícias que foram feitas nas casas, no minimercado da família e em imagens de câmeras de segurança que mostram a movimentação nos dias dos desaparecimentos.

A motivação exata do crime

A polícia trabalha com a possibilidade de homicídio, considerando que Silvana e o ex-marido não tinham uma boa relação. Os dois têm um filho de 9 anos, cuja rotina já era motivo de divergências: Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar que o pai não respeitava as restrições alimentares do menino.

Com o sumiço de Silvana, foi Cristiano quem procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações. Agora, ele está com a avó paterna.

Ainda não se sabe, porém, qual teria sido o estopim para o crime — caso a hipótese se confirme —, nem se o desaparecimento dos três está diretamente relacionado aos desentendimentos familiares já conhecidos.

Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha — Foto: Arte/g1

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