sexta-feira, abril 17, 2026
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‘Parece um avião cortando o céu, mas mais agudo’: jornalista brasileira descreve ataques de mísseis em Tel Aviv

por admin
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“É uma coisa muito louca, parece uma coisa muito grande cortando ‘fino’ o céu, tipo um barulho de avião com um som mais estridente, mais agudo”, descreve a jornalista brasileira Danuza Mattiazzi, que vive na capital israelense.

Ao g1, ela conta que aprendeu, na prática, a diferenciar os sons da guerra: o assobio de um projétil vindo em direção à cidade, o estrondo seco da explosão ao atingir o solo e o estampido metálico dos mísseis interceptados pelo sistema de defesa israelense, o Domo de Ferro.

Moradora da Região Central da cidade, Danuza relata uma rotina marcada por alertas e corridas para se proteger. “Não é desespero, mas também não é tranquilo. As pessoas correm, mas não gritam. Algumas até tentam descontrair. Mas o medo está ali.”

O abrigo onde ela se protege — um “safe room” no andar de baixo do prédio — virou parte do cotidiano. Equipado com cama, tomadas, roteador e filtragem de ar, o bunker é pensado para resistir até a ataques químicos.

“É grande o suficiente. A gente se acostuma, mas nunca normaliza.”

No último sábado (14), durante uma entrada ao vivo na GloboNews, Danuza precisou interromper a transmissão ao ouvir as sirenes. Mesmo abrigada, deixou o celular transmitindo imagens dos céus sendo defendidos. “Felizmente, a maioria dos mísseis foi interceptada. Mas um deles caiu em Tel Aviv. Senti as estruturas tremerem.”

“Vocês estão ouvindo a sirene? Esta é a sirene que indica que a gente tem que correr para o safe room [sala segura]”, disse ela ao vivo.

A jornalista deixou um celular transmitindo imagens ao vivo que mostravam mísseis sendo interceptados pelo sistema de segurança israelense. Ao mesmo tempo, se abrigou em um bunker e continuou relatando o que acontecia na cidade.

Conflito

Três mortes foram confirmadas em Israel após o ataque iraniano ao país neste sábado. O disparo de mísseis deixou cerca de 80 pessoas feridas, de acordo com o Serviço Nacional de Emergência, informou o “The Times of Israel”. Na madrugada de domingo (15) em Israel, quarto dia do conflito, ao menos cinco mortes foram confirmadas no pais em razão dos ataques do Irã no sábado, terceiro dia do conflito.

Já o Irã afirmou neste sábado que um ataque a um prédio residencial de Teerã deixou 60 mortos, incluindo 20 crianças. Até sexta-feira, 80 pessoas haviam morrido — incluindo militares, mas a maioria de vítimas civis —, com outras 320 feridas.

Os ataques continuaram nesta segunda-feira (16). Israel bombardeou o prédio de uma TV estatal do Irã durante a transmissão ao vivo de um jornal. Irã disse que o ato foi um “crime de guerra”.

Jornalista Danuza Mattiazzi, da GloboNews, se abriga em bunker durante ataque em Israel — Foto: Reprodução/GloboNews

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