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Débora de Moraes era líder do Movimento dos Atingidos por Barragens e foi morta em 2022.
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Felipe Fraga Faustino foi condenado a 29 anos de prisão em regime fechado por matar Débora de Moraes Lemos Alves, líder do movimento social Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em fevereiro de 2022.
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O então réu foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel (asfixia), recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Cabe recurso da decisão.
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Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, incluindo familiares da vítima, um ex-namorado e agentes da Polícia Militar e Civil.
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Com a condenação, Faustino permanecerá preso.
Debora Moraes, de 30 anos, morta em Porto Alegre — Foto: MAB/Divulgação
Felipe Fraga Faustino foi condenado a 29 anos de prisão em regime fechado por matar Débora de Moraes Lemos Alves, líder do movimento social Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em fevereiro de 2022. (relembre o caso abaixo)
A sessão, realizada no Foro Central I de Porto Alegre, durou cerca de 10 horas e contou com a participação do Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem.
O então réu foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel (asfixia), recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Cabe recurso da decisão.
O g1 entrou em contato com a defesa de Faustino, mas não obteve um retorno até a publicação desta reportagem.
Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, incluindo familiares da vítima, um ex-namorado e agentes da Polícia Militar e Civil. Segundo o Tribunal de Justiça do RS, a defesa abriu mão das testemunhas e passou ao interrogatório do réu.
Com a condenação, Faustino permanecerá preso.
Relembre o crime
Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens em justiça por Débora — Foto: Jenifer Procópio/ MAB
Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado enforcou a vítima com um fio ou corda, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento de 12 anos.
Inicialmente, ele teria alegado suicídio ao acionar o Samu, mas inconsistências na cena levaram os socorristas a chamar a polícia, que identificou sinais de violência.
Débora, de 30 anos, era reconhecida por sua atuação comunitária e militância no MAB. Ela havia conquistado o direito ao reassentamento e deixou uma filha de sete anos na época do crime.
Explosivos encontrados na casa de suspeito de feminicídio em Porto Alegre — Foto: PC/Divulgação