O artista descreve uma espécie de corrente coletiva entre brasileiros, algo que ele sente tanto nas apresentações fora do país quanto em eventos históricos como o Planeta.
“Toda vez que a gente vê um brasileiro cruzando as fronteiras e conquistando espaço lá fora, a gente se sente parte disso”, diz. “O Planeta em si é um festival que tem um aspecto internacional também. Está há muitos anos rolando e tem uma qualidade muito boa”, completa.
Para Alok, não importa o tamanho do festival em outro continente: há sempre a sensação de que há uma galera junto, torcendo e fazendo parte da caminhada.
Essa presença brasileira, segundo Alok, se manifesta até quando o público está rodeado de estrangeiros: “A gente tem esse senso, que é diferente de outros países, eu vejo”, opina.
Ao falar do Planeta Atlântida, ele lembra que o festival construiu, ao longo dos anos, uma reputação de qualidade que o aproxima de grandes eventos globais, mas sem perder o traço mais importante: ser brasileiro.
Mesmo com toda a estrutura tecnológica que acompanha os shows de música eletrônica, Alok garante que nada supera a vibração vinda da multidão.
“Por mais que tenha drones hoje, tenha laser, a grande atração sempre é o público aqui”, afirma.
Para ele, o Rio Grande do Sul adiciona uma dimensão própria a essa atmosfera: “Por ser no Brasil, por ser no Rio Grande do Sul, a gente tem uma energia que é muito singular, acaba sendo muito superior ao que é lá fora nessa questão de vibe”, comenta.
A entrega do público — como ele define — é o que mantém sua apresentação viva:
“Eles realmente fazem uma entrega que é uma entrega fora de série. Então eu sou muito grato de estar aqui”, revela.
Alok no Planeta Atlântida 2026 — Foto: Renan Mattos/ Agencia RBS