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Família desaparecida no RS: polícia vai checar 6 mil veículos de cor e modelo iguais ao visto na casa de Silvana
Carro vermelho aparece entrando na residência às 20h34 de 24 de janeiro, data em que a mulher foi vista pela última vez. Oito minutos depois, o automóvel deixa a casa. Pais dela também estão desaparecidos.
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Polícia Civil está fazendo uma força-tarefa para tentar localizar o veículo visto em 24 de janeiro na casa onde vivia Silvana Germann de Aguiar, em Cachoeirinha.
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Segundo delegado, consulta à base de dados do Detran indicou 6 mil automóveis emplacados no RS do mesmo modelo e cor. Todos os carros serão fiscalizados, segundo Spier.
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Carro vermelho aparece entrando na residência de Silvana às 20h34, no último dia em que ela foi vista. Oito minutos depois, o automóvel deixa a casa.
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Polícia acredita que localização do veículo pode viabilizar o esclarecimento da dinâmica dos fatos

Polícia vai checar 6 mil veículos de cor e modelo iguais ao visto em casa de desaparecida
De acordo com o delegado Anderson Spier, a consulta à base de dados do Detran indicou 6 mil automóveis emplacados no Rio Grande do Sul com o mesmo modelo e cor. Todos os carros serão fiscalizados, segundo Spier.
“Foram 6 mil Fox vermelhos emplacados no RS. Estamos fazendo isso agora: checando todos os veículos, um a um, para verificar se preenchem as características do veículo que a gente vê nas imagens”, esclarece o delegado.
Nas imagens, o carro vermelho aparece entrando na residência de Silvana às 20h34, no último dia em que ela foi vista. Oito minutos depois, o automóvel deixa a casa.
A polícia acredita que a localização do veículo pode contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos fatos.

Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS
Pedido de prorrogação de prisão
“Em razão de ainda termos muitos dados para analisar e muitas informações importantes que precisam chegar para complementar as diligências, nós iremos provavelmente pedir a prorrogação da prisão temporária. Ainda esta semana”, explica o delegado.
O advogado Jeverson Barcellos sustenta que Cristiano é inocente. “Sobre a renovação [da prisão temporária], buscaremos em juízo para que não seja deferida, entendo que o tempo decorrido, sua condição de funcionário público sem qualquer antecedente, não deve ser utilizado em seu desfavor”, alega.

Família desaparecida no RS: polícia quer prorrogar prisão de suspeito
Relembre o caso
O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:
O fim de semana dos desaparecimentos
- 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento.
Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro:
– 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois;
– 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa;
– 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora. - 25 de janeiro (domingo):
– Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada;
– Segundo a Polícia Civil, após saírem da delegacia, os idosos seguiram para a residência do ex-genro, Cristiano. Em depoimento prestado inicialmente como testemunha, o policial afirmou que o casal teria pedido ajuda para procurar Silvana, já que ele é policial militar. Ele teria dito que estava preparando o almoço e que auxiliaria mais tarde;
– Ainda conforme a investigação, após a visita, os idosos teriam retornado para casa e, horas depois, teriam sido vistos por vizinhos entrando em um carro não identificado, de cor desconhecida. Desde então, não foram mais vistos.
- 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos;
- 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações;
- 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal;
- 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos;
- 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.
“Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (…) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP”, explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação.

Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação
Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar — Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil