sexta-feira, abril 17, 2026
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Polícia investiga se mulher fingiu estar se afogando durante ocorrência que terminou com morte de guarda no RS

por admin
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Carlos Daniel dos Santos Ferreira trabalhava na corporação desde 2022 e faleceu após entrar na água para resgatar a mulher de 49 anos, suspeita de tráfico de drogas, e não conseguir sair.

Responsável pela corporação e secretário de Segurança e Trânsito da cidade, Fernando Luz Lehnen, diz que o agente sabia nadar, mas que testemunhas relataram que a mulher teria o segurado na água.

“Existe suspeita de que ela saberia nadar e que teria fingido estar se afogando. O Daniel, que estava acompanhado de dois colegas, que estão muito abalados, retirou seu colete e sua arma e pulou na água para salvá-la.”

Contudo, depois do resgate, o guarda teria submergido e não voltou à superfície. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e prestou socorro ainda no local, mas o homem não resistiu. O corpo dele foi encaminhado para necropsia.

O delegado Rodrigo Câmara, titular da Delegacia de Campo Bom, explica que foi aberto um inquérito para apurar as circunstâncias da morte do guarda municipal.

A polícia confirma que essa foi a terceira prisão da mulher, que não teve o nome divulgado. Nas últimas duas semanas, ela já havia sido detida pela Brigada Militar.

No dia 5 de março, segundo a polícia, ela foi flagrada vendendo drogas. Com ela, havia 20 pedras de crack e dinheiro. No último sábado (14), ela foi novamente abordada pelos policiais e estava com entorpecentes.

Nesta quinta-feira (19), ela passa por audiência de custódia Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) e o Judiciário decide se ela seguirá presa. Até a última atualização desta reportagem, o Tribunal de Justiça do estado (TJRS) não havia respondido se a audiência já havia ocorrido.

Carlos Daniel dos Santos Ferreira, 39 anos — Foto: Arquivo pessoal

Bem-humorado, dedicado ao trabalho e querido pelos colegas e pela família

Sobre o afogamento, o secretário de Segurança e Trânsito, destaca a bravura do guarda. “São decisões de frações de segundo que pessoas das forças de segurança devem tomar, e elas vêm carregadas com aquilo que se acredita ser sua função na humanidade. Quando o Daniel escolheu salvar a pessoa que estava em situação de flagrante crime colocando a vida dele no lugar da dela, não há dúvida que ele foi muito além do juramento .”

Velório

Em respeito à morte do servidor, a Prefeitura de Campo Bom decretou luto oficial de três dias.

“Carlos Daniel dedicou sua atenção à proteção dos campo-bonenses, pautado pela bravura, compromisso com a segurança da comunidade e com o serviço público”, publicou o Executivo municipal.

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