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Ciclista que morreu após colisão já havia reclamado de pedestres na ciclofaixa: ‘Um dia quase caiu, no outro quase atropelou’, diz sobrinho
Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu atropelado após colidir com duas mulheres que tiravam fotos na pista exclusiva para bicicletas. Polícia Civil investiga pedestres por homicídio culposo.
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O ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu atropelado em Passo Fundo após colidir com duas pedestres que tiravam fotos na ciclovia.
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Familiares relatam que a vítima usava a bicicleta frequentemente para cuidar da saúde e reclamava constantemente de situações de risco com pedestres na região.
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As duas pedestres envolvidas no acidente são investigadas pela Polícia Civil por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
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Passo Fundo possui 37 quilômetros de malha cicloviária, mas trechos antigos sem divisões claras aumentam os riscos de acidentes entre ciclistas e pedestres.

Amigas param em ciclofaixa para tirar fotos e são investigadas por homicídio culposo
Familiares do ciclista morto após ser atropelado em Passo Fundo, na Região Norte, afirmam que a vítima relatava problemas constantes com pedestres na ciclovia. Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu na quinta-feira (4), após bater contra duas mulheres que estavam no local e ser atingido por um carro.
Segundo o sobrinho, Rafael Iarchescki, a vítima usava a bicicleta com frequência para manter uma rotina ativa e cuidar da saúde, mas relatava situações de risco na região onde aconteceu o acidente.
“Ele sempre comentou que tinha problemas com pedestres na ciclovia. Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante”, afirma.
O homem ficou preso sob o veículo e morreu no local. O motorista do automóvel realizou o teste do bafômetro, que não apontou a presença de álcool.
Segundo a delegada Daniela Mineto, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), elas são investigadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Polícia Civil analisa novas imagens da ocorrência para apurar a responsabilidade das pedestres.
Passo Fundo tem mais de 37 quilômetros de malha cicloviária. Em espaços mais recentes, há separação entre a ciclovia e o chamado ‘caminhódromo’. Já em trechos mais antigos, a divisão não é bem definida, o que aumenta o risco de acidentes, apesar da sinalização em áreas compartilhadas.
O secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade, explica que os pedestres devem utilizar a calçada quando não houver espaço específico para caminhada. “Hoje temos ciclofaixas que são exclusivas para ciclistas, não pode ter pedestre ali”, afirma.
Ciclista morre atropelado em Passo Fundo — Foto: Guilherme Canal/ RBS TV