Em nota, a defesa de Vorcaro informou que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e que o empresário “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”. Afirmou ainda que “todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.
Acrescentou que Vorcaro “permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”.
A defesa reiterou a “confiança no devido processo legal” e que “seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”.
O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos. Procurada, a defesa deles não foi localizada.
PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele — Foto: Reprodução/PF
O caso Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado por decisão do ministro Dias Toffoli. Relator do tema, ele determinou sigilo sobre todo o processo. Uma das primeiras medidas foi uma acareação no tribunal.
Os mandados tinham alvos em São Paulo, incluindo endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista, e os estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel chegou ser detido na madrugada desta quarta no aeroporto quando embarcaria para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi solto em seguida. A prisão foi apenas para a realização da operação desta quarta.
Os policiais foram até a casa de Tanure e não o encontraram no endereço. Ele foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, quando embarcaria em um voo nacional. O celular dele foi apreendido.
Apreensões da segunda fase da Operação Compliance Zero contra o Banco Master — Foto: Divulgação/PF
Primeira fase
PF prende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: Reprodução
Na época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros.
Os policiais investigam a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master, que emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado, um retorno considerado irreal pelas autoridades. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões.
Esta reportagem está em atualização.

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