A empresária de 29 anos alvo da Polícia Federal (PF) na segunda fase da operação “Compliance Zero”, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, nega relação com o esquema e suspeita que teve o CPF clonado.
A moradora de Rosário do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (14). A mulher não teve o nome divulgado pela Polícia Federal e prefere não se identificar.
- 🚨 Nessa fase da operação, 42 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo em endereços de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros parentes dele, como o pai e a irmã, além do bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
O g1 entrou em conato com a Polícia Federal, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento da instituição.
Segundo o advogado da mulher, o mandado foi cumprido em um imóvel alugado por ela em Santa Maria. A defesa afirma que a empresária não estava no imóvel no momento da diligência e, por isso, registrou um boletim de ocorrência.
“Vamos buscar todas as movimentações que nós temos. Na conta da minha cliente, vai ser verificado que não houve qualquer recebimento de valores de forma ilícita. Também vamos verificar a formalidade dos procedimentos que estão sendo adotados, porque realmente é algo que chama atenção, ou era uma pegadinha de muito mau gosto realizada por algum amigo, ou ainda poderia ter eventual golpe. Pessoas cada vez mais têm acesso aos nossos dados particulares”, diz o advogado Matheus Batistella.
Ao chegar à residência, de acordo com o advogado, a mulher encontrou objetos pessoais revirados e um documento que autorizava a busca e apreensão. Ainda segundo o relato, não havia sinais de arrombamento no local.
O advogado não soube dizer se algum objeto foi apreendido ou levado pela Polícia Federal durante o cumprimento do mandado.
Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025 — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.