domingo, junho 14, 2026
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Câmara de Cachoeirinha aprova impeachment de prefeito e vice após sessão de 12 horas

por admin
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No caso de Wasem, foram 14 votos a favor do impeachment e 3 contra. Já João Paulo recebeu 13 votos favoráveis e 4 contrários.

Segundo o procurador-geral da Casa, Rodrigo Silveira, Wasem teria interferido no funcionamento da Câmara e praticado pedaladas fiscais no Instituto de Previdência municipal.

Em relação ao vice-prefeito, o documento indicou suposta contratação emergencial irregular e suspeita de infrações que teriam sido praticadas quando ele atuou no cargo de prefeito.

Em nota, o prefeito afirmou que o “processo de cassação não se sustenta em fatos, provas ou qualquer tipificação legal”. “Não há crime, não há ato ilícito e não há qualquer conduta que autorize a retirada de um prefeito e de um vice-prefeito eleitos pelo povo”, acrescentou. Leia a íntegra abaixo

Prefeito Cristian Wasem deixou o plenário antes do resultado da votação que determinou sua cassação — Foto: Reprodução/RBS TV

Discurso de despedida e saída antes do resultado

Antes da votação, o prefeito discursou, já em tom de despedida, por quase 40 minutos. “É com muita tristeza que nós estamos passando por esse momento hoje e não estão cassando só o mandato, estão tirando o direito do voto, direito de participar democraticamente”, afirmou.

Wasem deixou o plenário antes do resultado, que já era considerado certo nos bastidores. Até mesmo colegas de partido votaram pela cassação,

Durante a madrugada de sábado (2), uma sessão extraordinária foi realizada para dar posse à nova prefeita interina: Jussara Caçapava (Avante), então presidente da Casa e opositora de Wasem. Em até seis meses, uma nova eleição deve acontecer na cidade.

Câmara de Cachoeirinha aprova impeachment do prefeito Cristian Wasem e do vice delegado João Paulo Martins — Foto: Arquivo Pessoal

Nota de Cristian Wasem

“Delegado João Paulo e eu fomos eleitos democraticamente pelo povo de Cachoeirinha com 71,86% dos votos válidos, totalizando 47.364 votos, resultado que nos confere legitimidade para governar não apenas para aqueles que nos elegeram, mas para toda a população de Cachoeirinha.

O que ocorreu na Câmara Municipal não é um processo legítimo, tampouco uma apuração responsável de fatos. Trata-se de uma manobra política explícita, construída para rasgar a vontade popular e permitir que um grupo político assuma o comando da Prefeitura sem eleição, sem legitimidade e sem respaldo democrático.

Esse processo de cassação não se sustenta em fatos, provas ou qualquer tipificação legal. Não há crime, não há ato ilícito e não há qualquer conduta que autorize a retirada de um prefeito e de um vice-prefeito eleitos pelo povo. O próprio relatório final da Comissão Processante admite expressamente a inexistência de crime, deixando claro que o objetivo do processo jamais foi a legalidade, mas sim um resultado político previamente definido.

Estamos diante de um ataque frontal à democracia e à soberania popular. Não se trata apenas de um ataque ao prefeito, mas de uma afronta direta aos 47.364 eleitores e a toda a população de Cachoeirinha, que vê sua escolha ser violentada por interesses pessoais e partidários.

Nossa gestão, até aqui, foi marcada por uma conduta ética, transparente e responsável, com entrega de obras, serviços e resultados concretos, além de um trabalho firme de resgate da credibilidade e do nome de Cachoeirinha, rompendo com práticas que por anos comprometeram a imagem do município e que não encontram espaço nesta administração. É exatamente esse rompimento com o passado que incomoda e ajuda a explicar a tentativa de golpe político em curso.

Não se trata de divergência administrativa, tampouco de fiscalização legítima. Trata-se de uma investida política deliberada para afastar, sem crime e sem justa causa, um prefeito e um vice-prefeito eleitos pelo povo, substituindo o voto popular por arranjos de bastidores. Isso não é política, é desrespeito à democracia.

Com esse desfecho, reafirmo que o mandato que nos foi confiado pertence ao povo de Cachoeirinha. Não se golpeia a vontade popular, não se contorna o voto e não se negocia a democracia. A história e os fatos haverão de registrar com clareza quem respeitou e quem violou a escolha soberana da população.

Cristian Wasem
Prefeito de Cachoeirinha”

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