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Outras capitais do país, como São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, também realizaram atos cobrando celeridade nas apurações do caso com um pedido unânime: “Justiça por Orelha” (veja mais abaixo como foram as manifestações pelo Brasil).
Ato em Florianópolis cobra justiça pelo caso Cão Orelha — Foto: Beatriz Favere
Como foram os atos pelo Brasil
Florianópolis teve trio elétrico, faixas, cartazes e gritos de ordem. O grupo também percorreu a via levando animais de estimação. A manifestação encerrou por volta de 12h.
- São Paulo – Avenida Paulista
O protesto contou com a presença de coletivos de defesa animal, artistas e influenciadores digitais que ajudaram a dar visibilidade ao caso. Os manifestantes utilizaram megafones para denunciar a violência sofrida por Orelha e exigiram que os responsáveis sejam julgados e condenados.
Houve também performances artísticas e distribuição de panfletos informativos sobre direitos dos animais e canais de denúncia de maus-tratos.
Ato na Avenida Paulista, em SP, neste domingo (1°), pede Justiça contra os agressores do cão Orelha — Foto: Reprodução/TV Globo
Em Porto Alegre, o grupo se reuniu no Parque da Redenção. O ato foi convocado por uma ONG em defesa dos animais. Os participantes levaram cartazes pedindo justiça no caso, e os próprios pets marcaram presença.
No estado gaúcho, também houve ato em Caxias do Sul, na Serra. Manifestantes ligados à causa animal vestiam preto e se concentraram no Parque dos Macaquinhos. Eles portavam cartazes pedindo punição a quem promove maus-tratos a animais.

Manifestantes fazem ato em Porto Alegre contra maus-tratos do cão Orelha, morto em SC
A passeata pediu, ainda, penas mais duras para o crime de maus-tratos. Portando cartazes com dizeres como “ninguém solta a orelha de ninguém” e “justiça pelo Orelha”, manifestantes percorreram a Avenida Afonso Pena, uma das principais da capital mineira, até a Praça Sete.
Caso do Cão Orelha mobilizou protestos em Belo Horizonte — Foto: Divulgação
A manifestação cobrou punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais.
Vestidos com roupas pretas e segurando balões da mesma cor, os manifestantes em Vitória levaram cartazes com frases como “A vida dos animais importa” e “Justiça pelo Orelha”. Alguns participantes também compareceram ao ato acompanhados de seus cães.
Manifestantes percoreram a orla da Praia de Camburi, em Vitória, pedindo justiça pelo cão Orelha. Espírito Santo — Foto: Silvio Locatelli
Vestindo camisas pretas, os manifestantes também denunciaram a frequência de casos de maus-tratos contra animais e cobraram responsabilização dos envolvidos.
Em coro, os manifestantes gritavam repetidamente: “Justiça”.
Em Manaus, ato pede justiça pela morte do cão Orelha — Foto: Foto: Divulgação/Joana Darc
Os manifestantes levaram cartazes com frases como “Justiça por Orelha” e “Maus-tratos nunca mais”, além de cruzes simbólicas representando animais vítimas de violência.
Protesto em Rio Branco pede justiça pelo assassinato do cão Orelha — Foto: Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre
O protesto reuniu ONGs e protetores com faixas e diversos animais. Eles realizaram uma caminhada entre os portões 1 e 2 do Taquaral e se dispersaram ainda pela manhã.
Além do ato com caminhada, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas elaborou um documento, assinado pelos manifestantes, que pede “fiscalização rigorosa” e que será entregue à prefeitura.
Protetores de animais fazem ato em Campinas contra maus-tratos do cão Orelha — Foto: Vaner Santos/EPTV
Os participantes pediram maior rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e destacaram que casos de maus-tratos ainda são frequentes na região.
Ativistas e protetores de animais fazem manifestação em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Reprodução / TV TEM
Em Belém, o ato em memória do cão Orelha reuniu dezenas de protetores de animais e cidadãos sensibilizados com o caso. O encontro ocorreu em frente ao Mercado de São Brás, ponto tradicional da cidade, e buscou dar visibilidade nacional ao crime ocorrido em Florianópolis.
Durante o ato, ativistas reforçaram a necessidade de leis mais severas contra maus-tratos, destacando que casos como o de Orelha não podem se repetir. A mobilização buscou pressionar autoridades a agir com firmeza e transparência.
Ato em Belém reúne protetores de animais e pede justiça pela morte do cachorro Orelha — Foto: Redes Sociais
O que aconteceu com o cão Orelha em Florianópolis?
Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico e nobre de Florianópolis. O animal foi encontrado agonizando por pessoas que estavam no local.
➡️ Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
O que é analisado agora?
A Polícia Civil analisa quase mil horas de gravações feitas por câmeras de segurança na região da Praia Brava no período das agressões.
Um dos desafios da investigação é a ausência de imagens do momento do espancamento. Conforme a polícia, registros de outros episódios na mesma região e período, que também teriam sido causados por adolescentes, ajudam na investigação.
Infográfico – morte do cão Orelha — Foto: Arte g1