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“Tinha uma notável habilidade na internet. Criava perfis fakes para atrair mulheres. Lá, ele tinha o rosto de um jovem de 20 e poucos anos, que fazia esportes radicais, uma vida muito bonita para quem olha na rede social”, explica o delegado Mario Souza.
A polícia informou que vai pedir à Justiça a quebra dos sigilos telefônicos do suspeito. Os investigadores buscam esclarecer se há outras possíveis vítimas.
Conforme o delegado, Ricardo “é extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente“. O diretor do Departamento de Homicídios também se referiu ao suspeito como alguém que dominava técnicas de corte.
A vítima morava em Porto Alegre e era namorada de Ricardo. A mulher, de 65 anos, trabalhava como manicure e conheceu o homem em uma pousada.
O crime teria motivação financeira. Conforme a investigação, o homem teria tentado utilizar cartões de crédito da vítima.
Infográfico – Linha do tempo: homem preso após abandonar mala com corpo na rodoviária de Porto Alegre — Foto: Arte/g1
Caso do corpo em mala: publicitário Ricardo Jardim foi preso nesta sexta-feira — Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Vídeo mostra ação do suspeito
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o publicitário Ricardo Jardim deixa uma mala com o tronco de uma mulher no guarda-volumes da Estação Rodoviária de Porto Alegre. A ação aconteceu no dia 20 de agosto, por volta das 20h12. (Veja vídeo abaixo)
Conforme a polícia, foram obtidas imagens de 34 estabelecimentos no entorno da rodoviária. Nas imagens de um supermercado, o suspeito retira a máscara cirúrgica, sendo possível identificar o rosto dele.
A polícia identificou também o trajeto de Ricardo, que logo após sair do supermercado, entrou em uma pensão nas proximidades.
O conteúdo da mala só foi descoberto no dia 1º de setembro, quando funcionários da rodoviária acionaram a polícia após sentirem cheiro forte no local.

Vídeo mostra momento em que homem deixa corpo em mala na rodoviária de Porto Alegre
Condenação por matar e concretar a mãe
Na ocasião, o publicitário foi considerado culpado por três crimes: homicídio duplamente qualificado (motivo torpe ou meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma. Ele negou ter matado a mãe, assumindo apenas que escondeu o corpo.
Da pena, 27 anos deveriam ser cumpridos em regime de reclusão, ou seja, na prisão. E um ano em regime de detenção, em regime aberto ou semiaberto.

Justiça condena publicitário a 27 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe