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De acordo com o Departamento Municipal de Água, Arroios e Esgoto de Bagé (Daeb), a cidade foi dividida em dois setores que vão intercalar entre si o tempo de racionamento:
- O setor 1 terá abastecimento interrompido das 15h às 3h todos os dias.
- Já o 2, das 3h às 15h. Assim, cada setor ficará 12 horas por dia sem água.
A estiagem fez com que as barragens que abastecem Bagé e outras cidades da região entrassem em níveis críticos. A Sanga Rosa, por exemplo, que é o principal reservatório da cidade, está com água 6,20 metros abaixo do normal. Já a barragem do Piraí, está com o nível 4,30 metros abaixo do normal.
Regiões mais afastadas da rede poderão enfrentar ainda mais horas sem água a depender da localização.
Imagem da barragem Sanga Rasa, em Bagé — Foto: Tamile Padilha/Divulgação
Problema crônico
Conforme a prefeitura de Bagé, desde 2005, é o 11º racionamento que a cidade enfrenta: um a cada três anos. O período de pouca chuva, aliado com a baixa reserva hídrica da cidade, estão por trás da situação.
O Daeb calcula que o déficit hídrico do município atingiu 242 milímetros nos primeiros quatro meses do ano devido à falta de chuva. Segundo as médias históricas, a expectativa de chuva era 476 milímetros entre janeiro e abril, mas o acumulado foi de apenas 234 milímetros no período. Ou seja, a chuva registrada no começo deste ano foi cerca de metade do esperado.
Solução definitiva
A obra chegou a ser embargada por suspeita de irregularidades, o que atrasou o planejamento.
Quando finalizada, a barragem deve ter capacidade para armazenar 18 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 18 bilhões de litros, quadruplicando a capacidade de abastecimento no município. Os serviços são realizados pelo Exército Brasileiro por meio do 1º Batalhão Ferroviário, de Lages (SC).