domingo, maio 17, 2026
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Grupo empresarial é alvo de operação da polícia por causar prejuízo de R$ 1,5 milhão com fraudes contra plano de saúde no RS

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A Polícia Civil cumpre, na manhã desta terça-feira (2), 25 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e em outros quatro estados do Brasil contra um grupo de empresas suspeito de ter causado um prejuízo de R$ 287 milhões com fraudes contra um plano de saúde. Só no RS, o prejuízo é estimado em R$ 1,5 milhão.

De acordo com a Polícia Civil, no total, 26 pessoas físicas e jurídicas suspeitas foram identificadas. O chefe do esquema reside em Porto Alegre. A identidade dele não foi divulgada. Ele é investigado por estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e organização criminosa. Há mandados sendo cumpridos em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba, além do RS.

A investigação indica que o grupo empresarial forjava vínculos empregatícios com vítimas que contratavam o plano de saúde. Após, os criminosos incluíam as vítimas em planos empresariais legítimos da operadora, ainda que elas não tivessem qualquer relação real de emprego. Eles lucravam com o negócio ao fazer cobranças via PIX e boletos bancários falsos. As vítimas eram atraídas com a promessa de planos particulares com descontos irreais e ausência de carência.

“Uma vez contratado um plano particular, os criminosos incluíam o contratante no plano corporativo de uma das empresas, como se fosse mais um colaborador da pessoa jurídica eleita para viabilizar a fraude”, explica o delegado Eibert Moreira, responsável pela investigação.

Os prejuízos que a operadora do plano de saúde sofreu envolvem a perda de receita por cobrar valores corporativos inferiores e desequilíbrio atuarial ao honrar benefícios sem carência.

Investigação

O caso foi descoberto depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que o grupo empresarial movimentava valores suspeitos que ultrapassavam milhões de reais desde 2023. Além disso, que os valores circulavam entre pessoas jurídicas e físicas “sem justificativa econômica”.

“Práticas como fracionamento de valores, circularidade de recursos e uso de laranjas demonstraram ainda a prática da lavagem de dinheiro”, diz o delegado Eibert.

A Polícia Civil pediu à Justiça a quebra de sigilo bancário e sequestro de bens com o objetivo de rastrear o destino dos recursos ilícitos, confirmar autoria e reparar o prejuízo das vítimas. Bens vinculados a suspeitos já foram identificados.

Até agora, a Justiça já decretou o sequestro de R$ 5 milhões de cada um dos investigados, sequestro de 16 veículos e de três imóveis.

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