Ele sofreu politraumatismo. Conforme boletim divulgado pelo Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo na tarde desta segunda-feira (19), o paciente segue na UTI. Ele se encontra estável e consciente.
No domingo (18), ele passou por uma cirurgia devido a uma fratura no fêmur. O procedimento transcorreu bem e ele está em recuperação. Segundo a família, as fraturas foram na coluna, na clavícula, no fêmur, no tórax, e nas costelas.
Câmeras de monitoramento de um prédio registraram o acidente (veja acima). As imagens mostram o homem caminhando com o cão, por volta das 7h40, quando um carro invade a calçada e o atropela. Com o impacto, a vítima foi arremessada. O cachorro não se feriu, mas ficou perdido e foi entregue à família por vizinhos.
Polícia investiga o caso
O delegado regional da Polícia Civil, Sandro Meinerz, explica que, inicialmente, testemunhas relataram à Brigada Militar (BM) que a vítima estaria atravessando a rua no momento do acidente. Desta forma, o motorista passou pelo teste do bafômetro, que deu negativo para o consumo de álcool, e foi liberado. Como não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH), ele precisou chamar uma pessoa com habilitação para buscar o carro.
Somente depois, quando teve acesso às imagens do acidente, a Polícia Civil descobriu que o carro havia invadido a calçada e atingido o homem sobre o passeio.
“Foi só o vídeo posterior, então, que esclareceu essa dinâmica. Porque a Brigada [Militar] diz que teriam populares no local que teriam dito isso. A gente verificou que o fato não correspondia à forma como estava contando no registro. Então a partir daí muda o cenário”, declara o delegado.
Conforme a polícia, pode até ser verificado dolo eventual, que é quando o motorista assume o risco de causar uma lesão ou morte. “Para termos essa certeza precisamos investigar. É importante saber exatamente de onde vinha esse motorista, qual é o fato que fez ele invadir o passeio público. Se foi falta de capacidade técnica”, afirma.
Nos próximos dias, as testemunhas e o motorista serão ouvidos.
Segundo a BM, durante o registro da ocorrência, o condutor teve um mal-súbito e precisou de atendimento médico. Moradores da Rua Euclides da Cunha relatam que o excesso de velocidade na via é frequente.
O cachorro não se feriu, mas ficou perdido e foi entregue à família por vizinhos — Foto: Imagens cedidas/Arquivo pessoal