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Justiça do RS condena ex-dirigente do Internacional a mais de 10 anos de reclusão por estelionato e organização criminosa

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A decisão faz parte da Operação Rebote, que investigou crimes durante a gestão do ex-presidente do time Vitorio Piffero, no biênio 2015/2016.

O g1 entrou em contato com a defesa do réu mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O processo foi separado da ação penal original, em que foram condenados, em março de 2024, o ex-presidente, o ex-vice-presidente de Finanças e outros quatro denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por terem desviado mais de R$ 13 milhões dos cofres do time. Conforme a decisão judicial, o ex-vice de Patrimônio também terá de indenizar o clube gaúcho, assim como os demais.

A denúncia do MP aponta que o delito de estelionato ocorreu por pagamentos, mediante apresentação de notas fiscais, por obras não realizadas nos locais de responsabilidade da Vice-Presidência de Patrimônio, na Gestão Patrimonial, do Estádio, Gigantinho e Centro de Treinamento.

Outras condenações

Investigação aponta indícios de irregularidade na administração de Piffero, no Inter

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A Justiça de Porto Alegre condenou o ex-presidente do Sport Club Internacional Vitorio Piffero a 12 anos e três meses de prisão pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. O dirigente e outros acusados foram responsabilizados pelo desvio de bens do clube para benefício próprio, entre 2015 e 2016, a partir da relação com empresas de transporte e turismo.

O ex-vice-presidente do Inter Pedro Affatato foi condenado a 76 anos, um mês e 15 dias de prisão. Além de estelionato e lavagem de dinheiro, o dirigente foi responzabilizado por organização criminosa. Segundo a decisão, Affatato teria usado o dinheiro do clube para pagar um cruzeiro para o Caribe e uma viagem de Réveillon no Rio de Janeiro.

Outras quatro pessoas foram condenadas a penas que variam de quatro a 62 anos de prisão — os empresários Sergio Luiz Gomes da Cunha, Marconi Müller e Maria Coreti Lippert, além de Constance Muller Piffero, esposa do ex-presidente.

Além das penas de prisão e do pagamento de multas, os condenados deverão indenizar o Sport Club Internacional. Um dos réus, o empresário Lucas Mantelli da Cunha foi absolvido de todas as acusações.

O que diz a denúncia do MP

As fraudes aconteceram em dois momentos, de acordo com os promotores. Entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016, o vice de Finanças, Pedro Antonio Affatato, autorizado pelo presidente Vitorio Piffero e em concordância com os demais denunciados, fez 145 saques diretamente da tesouraria do clube, de forma direta e pessoal, no valor total de R$ 9,6 milhões. A alegação era que os valores seriam utilizados para o pagamento de obras e prestações de serviços da alçada da vice-presidência de Patrimônio, administrada por Emídio Marques Ferreira.

Simultaneamente, para induzir em erro os funcionários da tesouraria, além de simular a existência de serviços relacionados à construção civil que, na realidade, não foram prestados, Affatato e os demais denunciados inseriram informações e dados falsos nas notas fiscais. Teriam sido descritos serviços relacionados à construção civil que, na realidade, não ocorreram e que as empresas contratadas sequer tinham condições de prestar.

Os trabalhos foram garantidos como efetivados pelos denunciados Emídio Marques Ferreira e Carlos Eduardo Marques, vinculados à vice-presidência de Patrimônio. As notas fraudadas foram apresentadas por Affatato na prestação de contas para a tesouraria do clube que, induzida ao erro, validou os valores sacados.

De acordo com o MP, entre fevereiro e dezembro de 2016, para evitar suspeitas, Vitorio Piffero determinou que os pagamentos e saques destinados aos supostos serviços de construção civil não ocorressem mais sob a forma de adiantamentos, mas somente mediante a apresentação das respectivas notas fiscais e no valor exato delas.

Então, em outras 55 oportunidades, Affatato determinou o pagamento pela tesouraria do montante de aproximadamente R$ 550 mil, com a apresentação das notas fiscais, além de outros R$ 2,6 milhões, repassados pelo Internacional para as empresas. Segundo o MP, as notas fiscais emitidas foram mais uma vez fraudadas.

Antiga gestão do Inter recebeu mais uma condenação da Justiça — Foto: Divulgação/Inter

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