quinta-feira, abril 16, 2026
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Justiça do RS determina uso de tornozeleira eletrônica por professor de Direito suspeito de crimes sexuais

por admin
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Conrado também está impedido de frequentar instituições de ensino superior, congressos e simpósios. Outras determinações são retenção do passaporte do suspeito, recolhimento domiciliar entre 20h e 6h e a proibição de deixar a comarca de Porto Alegre.

A defesa de Conrado afirma que “ele tem cumprido rigorosamente todas as determinações judiciais”. Leia a íntegra da manifestação abaixo

A Justiça não informou os motivos da decisão nem os detalhes sobre o andamento do caso, em razão do sigilo. A decisão foi obtida pela RBS TV.

A Polícia Civil também não se manifestou. Questionada, a delegada Fernanda Campos Hablich, responsável pela investigação, preferiu não comentar e não revelou se fez algum pedido a Justiça.

Advogado Conrado Paulino da Rosa — Foto: Reprodução/Redes sociais

Os relatos das vítimas

“Estuprada pela pessoa que eu mais confiava”

Uma das vítimas conta que os dois tinham uma relação próxima, até que ele começou a ter “comportamentos sexualizados” e a fazer “comentários inadequados”. Ela relata que teria sofrido um estupro após ir a uma festa com o advogado.

Ele teria comprado uma bebida alcoólica e dado para ela, que passou mal em seguida. A partir desse momento, ela conta não lembrar mais do que aconteceu. No dia seguinte, afirma ter acordado ferida, ao lado dele. Ela estava ensanguentada e precisou ser hospitalizada, disse.

“Estuprada pela pessoa que eu mais confiava, admirava e tinha certeza de que eu estaria protegida. Eu achei que isso jamais iria acontecer, que eu seria vítima de algo tão grave. Com alguém da minha confiança, do meu respeito, do meu carinho”, diz.

“Eu era maravilhosa no início, depois não servia mais para nada”

Outra mulher conta que namorou com ele e que, no início, o relacionamento era um sonho, mas, “do nada”, o comportamento dele mudou “da água pro vinho, do sonho para o inferno”.

“Em situações de frustração, de desagrado, [ele tinha] um olhar estranho, de ameaça, de [por] medo”, relata.

Ela diz que acreditava que os dois tinham uma admiração recíproca um pelo outro, mas que episódios em que ela se destacava levavam ao comportamento aparentemente contrário ao que ele costumava ter com ela no começo do relacionamento: em que ele era “um príncipe, talvez o homem que eu tenha sonhado para minha vida. Educado, gentil, inteligente, amoroso. Me colocava em pedestal”.

O estupro teria acontecido quando os dois se relacionavam sexualmente, afirma a mulher.

“Eu fiquei machucada, com roxos pelo corpo. Eu fui sufocada. Me assustei. Fiquei sem ar. E a violência continuou. Violência física. Eu levei um tapa muito forte no rosto. Quando eu me olhei no espelho no outro dia, estava toda machucada”, relembra.

Outra mulher conta que sofreu o mesmo tipo de violência. No começo, o suspeito era uma pessoa apaixonante: encantou ela, os amigos e a família dela.

“É um príncipe. Uma pessoa maravilhosa. E tu passa a acreditar que de fato tu foi a escolhida. Que sorte a minha. Até que o dia a dia começa a mudar o perfil”, conta.

Ela diz que, se ela frustrava o advogado de alguma forma por não corresponder exatamente às expectativas dele, “ele passava a mudar”.

“Porque ele vem muito sedutor e carinhoso e, na hora do sexo, ele vira o olhar, vira uma chave e vira um monstro. E aí vem uma manipulação. E é muito difícil de identificar o que acontece”, diz.

Ela conta que não usava mais camisetas de manga curta por conta dos hematomas nos braços. Além disso, que sofreu violência psicológica, pois ele teria feito com que ela se sentisse culpada pelo que acontecia.

“A minha vida durante muito tempo após o término ficou acabada”, fala.

O caso começou com uma denúncia anônima. Depois disso, a polícia passou a chamar mulheres da relação de Conrado a depor.

Mulheres contam terem sofrido violência sexual de professor de direito e advogado no RS — Foto: RBS TV/Reprodução

Como denunciar casos de violência

Nota da defesa de Conrado

“A defesa do advogado Conrado Paulino da Rosa informa que ele tem cumprido rigorosamente todas as determinações judiciais e aguarda o regular prosseguimento das diligências conduzidas pela delegacia especializada.

A defesa esclarece que apenas nesta data (23/09) teve acesso à integralidade do inquérito e segue analisando os fatos nele tratados. Reitera que sua atuação se dá com absoluto respeito às partes envolvidas e aos fatos apurados, preservando o sigilo dos atos, bem como os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal.

Permanecemos à disposição para prestar eventuais esclarecimentos.”

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