O g1 tentou contato com a defesa de Jeverson, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Já a defesa por parte da família do menino afirma que recebe a designação do júri “com respeito e confiança no trabalho do Poder Judiciário. A família da vítima segue firme na busca por justiça, acreditando que o julgamento representará um marco de dignidade e reparação diante de tamanha brutalidade”.
Relembre o caso
No dia 30 de novembro de 2016, Andrei, então com 12 anos, foi encontrado morto em sua cama no quarto que dividia com o tio. Desde o início, Jeverson alegava que o sobrinho havia se matado e o crime chegou a ser investigado pela Polícia Civil como suicídio, mas o inquérito foi concluído como acidente.
Cátia insistia na reabertura das investigações, pois desconfiava da condução do inquérito e das provas colhidas na época . Após insistência da família, quatro anos depois, o caso foi reaberto pelo Ministério Público, que o denunciou por homicídio e, após seis meses, por estupro de vulnerável.
Em depoimento, Jeverson diz que estava na casa da irmã há cerca de um mês, em visita à família, mas seria morador do Rio de Janeiro. Ele alega que estava dormindo na cama de baixo do beliche quando, por volta das 2h, “acordou com o barulho de um disparo de arma de fogo e encontrou a vítima ensanguentada na cama de cima”.
O tio da vítima sustenta que “alertou a todos os moradores sobre a presença da arma e a proibição de pegarem”. Sobre a ausência de digitais, ele disse à Justiça que “lavou as mãos enquanto aguardava a perícia no apartamento, pois foi ao banheiro”.