terça-feira, maio 19, 2026
Casa Região Polenta, fé e família: 150 anos da imigração italiana; assista ao especial da RBS TV

Polenta, fé e família: 150 anos da imigração italiana; assista ao especial da RBS TV

por admin
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É essa a história que a RBS TV apresenta no especial sobre os 150 anos da imigração italiana. Assista acima.

O legado dos primeiros imigrantes, que ainda pode ser vivido na comida, na fé, no trabalho e até no idioma, e constituiu uma das marcas do povo gaúcho.

A culinária italiana

A cozinha italiana sempre foi mais do que uma questão de gosto. Foi sobrevivência. A base? Milho. A estrela? A polenta. E dela se fez o cotidiano de quem pouco tinha.

Maria Luiza Rech Ravanello ainda se emociona ao falar da polenta da sogra. “Todo mundo sentava na mesa, era aquela polenta, de manhã era polenta brustolada na chapa com o café, com o leite, esmagavam no prato e comiam”, relembra Maria.

Até hoje, casa italiana é sinônimo de fartura. Filós celebram esse ritual de partilha com massas, linguiças, pães e memórias.

Assista ao primeiro bloco do especial

Assista ao primeiro bloco do especial sobre os 150 anos da imigração italiana no RS 

Assista ao primeiro bloco do especial sobre os 150 anos da imigração italiana no RS 

Culinária italiana no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

A Arquitetura

Casas tombadas de madeira em cima e pedra embaixo são monumentos de um pedaço da Itália no Brasil.

Inclusive, é em ambientes assim que nascem os filós — encontros iluminados por lamparinas e embalados por cantigas em talian, o dialeto que marca a herança linguística dos italianos.

“É uma troca de vivências, porque a gente recebe visita e percebe que as pessoas vêm de longe pra participar da nossa história. Então é muito gratificante isso tudo e a gente não quer que fique de lado isso, porque é muito bonito”, resume a professora Aliquei Corso Simioni.

Arquitetura em Antônio Prado, na Serra Gaúcha — Foto: Reprodução/RBS TV

Um idioma que resiste

Quase quatro milhões de descendentes italianos vivem no Rio Grande do Sul. Boa parte, na Serra. Mas a presença italiana se espalha pelo estado.

O talian ainda ecoa nas vinícolas, nos encontros comunitários, nos cantos de ninar. Carrega em seus versos a trajetória de um povo que, mesmo distante da terra natal, se recusou a esquecer quem era.

“Hoje que o talian está fortalecido com a língua própria, é mais fácil a gente retomar, porque é muito mais fácil também do nosso povo entender, do nosso povo participar de cantar”, explica o secretário de Cultura e Turismo de Monte Belo do Sul, Alvaro Manzoni.

A Fé

Trabalho e fé: eis os dois pilares da epopeia italiana. Se o facão abriu picadas na mata, foi o terço nas mãos que deu coragem para seguir.

Na Serra, quase 500 capitéis, capelas e grutas espalhados por 10 municípios formam hoje a Rota dos Capitéis — um trajeto turístico e espiritual que reverencia os pedidos atendidos e as promessas cumpridas.

Rogério Capoani, empresário, traduz essa fé em palavras simples: “A imigração italiana tem como lema fé e trabalho. Os capitéis são um símbolo vivo disso”, comenta.

Da lamparina à multinacional

O legado da imigração também é feito de engenho. Em 1896, uma tesoura e um pedaço de lata viraram a primeira lamparina fabricada em Caxias. Era o início da produção industrial na Serra. Hoje, a empresa que nasceu dessa iniciativa, a Eberle, inspira ainda outros empreendedores.

Já a Marcopolo, que começou com um ônibus e um sonho, hoje exporta carrocerias para 140 países. Em suas fábricas, o futuro tem rodas movidas a hidrogênio.

“A gente vê muito falar hoje sobre automóveis elétricos. A gente tem outras tecnologias aí que estão vindo de veículos que são híbridos movidos a hidrogênio”, comenta João Paulo Ledur, diretor de Estratégia e Transformação Digital.

Nas fábricas de móveis, como a da família Corradi e Castellan, o conceito de “fatto a mano” — feito à mão — une tecnologia e delicadeza.

“A gente comunica isso para o brasileiro, para o resto do mundo, onde a gente chega com o nosso produto, porque é a combinação perfeita da tecnologia e com o detalhe manual”, diz Mateus Corradi.

Assista ao segundo bloco do especial sobre os 150 anos da imigração italiana no RS

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