domingo, junho 14, 2026
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Saiba como o RS testa adulterações em vinhos contrabandeados; apreensões passam de 40 mil em 2025

por admin
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Em uma das apreensões, na última quarta-feira (29), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou uma carreta na BR-290, em Porto Alegre, carregada com vinhos, uísques, licores, vodcas, perfumes e produtos de beleza. O motorista foi preso.

Segundo Luciano Rebelatto, presidente do Conselho de Planejamento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), o impacto econômico afeta toda a cadeia produtiva.

“Esse prejuízo econômico acaba afetando desde o produtor, passando pela vinícola, até mesmo o comerciante, que compete de forma ilegal”, afirma.

Motorista de carreta foi preso na BR-290, em Porto Alegre, com carga vinhos, uísques, licores e vodkas — Foto: PRF/Divulgação

Controle de qualidade e segurança

Os vinhos comercializados legalmente precisam ter registro no Ministério da Agricultura e informações completas no rótulo. No estado, o Laboratório de Referência Enológica (Laren) é responsável pelas análises.

“Garantimos que o vinho esteja dentro da legislação. Um produto fora dos padrões pode competir deslealmente com os regulares e prejudicar a imagem de toda a cadeia”, explica Plínio Manosso, responsável técnico pelo Laren.

O laboratório recebe cerca de 300 amostras de uvas por ano, que passam por microvinificação. Cada vinho analisado é comparado com mais de 6 mil amostras armazenadas no banco de dados. Assim, é possível identificar adulterações, como a adição de água, que não é permitida pela legislação brasileira.

A engenheira de alimentos Susiane Leonardelli reforça que o controle também protege quem consome.

“Não é justo com o consumidor, que está pagando por vinho, e não por água. A lógica é essa: proteger economicamente o Estado, e garantir que o produto dentro da garrafa seja realmente o que está sendo vendido”, disse.

Os vinhos comercializados no Brasil precisam atender a padrões de identidade e qualidade definidos pelo Ministério da Agricultura. São analisados acidez, grau alcoólico, conservantes e componentes voláteis, como o metanol.

“Como o metanol se origina naturalmente na fermentação da uva, é permitida a presença de até 400 mg por litro, que são doses normais do processo de produção”, explica Plínio Manosso.

Se o limite for ultrapassado, o vinho é condenado e precisa ser descartado. Desde a fundação do laboratório, em 2001, não houve registros desse tipo de adulteração.

Vinho tinto. — Foto: Reprodução.

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