quinta-feira, abril 16, 2026
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‘Sem dinheiro nem para sobreviver’: os agricultores que perderam tudo com as chuvas no RS

por admin
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Dívidas, perda da moradia e doenças psicológicas são algumas das sequelas que a tragédia deixou na vida dos produtores rurais do estado. Apesar disso tudo, eles ainda buscam reconstruir suas lavouras.

Conheça as histórias a seguir.

Dificuldade em reconstruir

Em Eldorado do Sul, seu Otavino não pôde voltar para casa, que foi condenada após as chuvas e corre risco de desabar. Atualmente, o agricultor mora em uma cabana usada anteriormente como galpão.

“Me sinto quase que na rua, sem poder habitar um lugar que levei uma vida para construir”, relata.

Na lavoura de arroz, a máquina funciona aos trancos. Os defeitos começaram depois que ela foi submersa pela enchente. Para comprar uma nova, o agricultor precisaria de cerca de R$ 2 milhões.

“Não tenho [dinheiro] nem para sobreviver, quem dirá para comprar uma máquina”, afirma.

Sequelas psicológicas

Agricultores sofrem com síndrome pós-traumática depois de enchentes no RS

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Além das perdas materiais, os agricultores que buscam permanecer na lavoura após as chuvas também precisam lidar com as sequelas psicológicas causadas pelo desastre.

É o caso de Iris e Ricardo, que moram em Muçum. O casal criava vacas de leite, porcos, ovelhas e cultivava milho e soja.

“Eu não gosto de olhar para o rio. É uma sensação de pavor. Parece que ele vem assombrar a gente”, afirma Iris.

Já Ricardo desenvolveu crises de ansiedade e teve sintomas de síndrome pós-traumática, como tontura e falta de ar.

Abandono do campo

Após chuvas no RS, agricultores precisaram vender propriedades por causa de dívidas

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Como visitantes, Clair e Telmo voltam para a propriedade que antes era deles. Após as enchentes, eles precisaram vender a terra para quitar dívidas. O imóvel, que já tinha sido avaliado em R$ 3 milhões, foi vendido por R$ 1 milhão.

Da propriedade de 11 hectares, eles foram morar em um apartamento com cerca de 70 metros quadrados.

O casal tinha lavoura de grãos e criava vacas e suínos em Arroio do Meio. De 971 suínos, apenas 105 sobreviveram à enchente.

“Eu não tenho mais a roça, que eu amava muito”, diz Clair. Hoje, ela trabalha fazendo faxina.

Já Telmo se tornou secretário de agricultura de Arroio do Meio. “A gente saiu da roça, mas a roça não sai da gente”, afirma.

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