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Segundo investigação, mulher atuava ilegalmente há cerca de três anos. Ela atendia crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes.
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Mulher é suspeita de se passar por psicóloga clínica em Porto Alegre, Guaíba e Canoas. Conforme a polícia, ela não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria.
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Apuração indica que ela atuava ilegalmente há cerca de três anos e atendia crianças, adolescentes e adultos neurodivergentes.
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Suspeita se apresentava como psicóloga com especialização em neuropsicologia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
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Ela é investigada por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato.

Aumenta número de possíveis vítimas de falsa psicóloga em Porto Alegre
Subiu para 80 o número de possíveis vítimas enganadas pela suspeita de se passar por psicóloga clínica em Porto Alegre, Guaíba e Canoas, conforme a Polícia Civil. Até então, havia registros policiais de três crianças que teriam sido atendidas pela mulher de 33 anos, que não teve o nome divulgado. Não houve prisão até esta segunda-feira (21).
De acordo com a delegada Alice Fernandes, a investigação chegou ao número atualizado a partir da análise da documentação apreendida após cumprimento de ordens judiciais — recibos e pastas com informações de pacientes, receituários e agenda com escala de horários de atendimento. Também foram apreendidos cartões de visita e fotos profissionais com a toga de formatura.
A suspeita é investigada por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato. Segundo a delegada, a mulher não tem a formação correspondente nem está inscrita no conselho da categoria.
A Polícia também investiga quanto seria cobrado nas consultas.
“Uma das possíveis vítimas falou o valor de R$ 130. Só não sabemos se esse era o mesmo valor cobrado de todas ou se variava”, diz a delegada.
Orientações
O caso começou a ser investigado a partir de uma ligação feita pela mãe de uma paciente a uma psicóloga de Ivoti, a quem pertence o registro utilizado pela mulher. A titular da inscrição profissional desconhecia que estava sendo lesada.
🚨A Polícia Civil orienta as pessoas que se identifiquem com a situação que registrem ocorrência policial na delegacia mais próxima ou na Delegacia Online.
Polícia cumpriu ordens judiciais em endereços ligados a mulher suspeita de se passar por psicóloga — Foto: Divulgação/Polícia Civil