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A técnica de enfermagem Patrícia Viviane de Azevedo teria sido assassinada a tiros na última sexta-feira (18) depois de terminar um relacionamento de cerca de dois anos com o homem, conforme aponta a investigação.
De acordo com a delegada Marina Dillenburg, o suspeito foi localizado por moradores e sofreu agressões, segundo a Polícia Civil. Ele foi encaminhado ao Hospital Cristo Redentor. Depois, Augusto Santos Silva deve ser levado até a Delegacia de Pronto Atendimento, em Viamão.
Buscas com sensor térmico
Antes da captura do suspeito, ainda durante a madrugada de terça-feira (22), a polícia fez buscas pelo homem com um drone com sensor térmico. Uma silhueta, aparentemente segurando uma lanterna, foi identificada caminhando pelo local diversas vezes, mas o suspeito não foi encontrado.
“A mata é densa, o horário é bastante escuro. A expectativa era de que o equipamento trouxesse a localização, mas não tivemos êxito. Suspeitamos que ele esteja usando prédios em demolição como abrigo, porque a temperatura está baixando constantemente”, diz o comandante da Guarda Municipal de Viamão José Moraes.

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Filha diz ter visto o suspeito
“Fiquei sem reação na hora. O meu olhar cruzou com ele, o meu olhar cruzou com o assassino da minha mãe, e ele me viu e entrou nesse mato”, conta Laura de Azevedo, filha da vítima, Patrícia Viviane de Azevedo.

“Meu olhar cruzou com o assassino da minha mãe”, diz filha de vítima de feminicídio
Feminicídios
Como resposta à onda de violência contra as mulheres, a Polícia Civil disse que vai permitir que pedidos de medidas protetivas de urgência sejam feitos pela internet a partir desta quinta-feira (24).
A medida, segundo a corporação, deve facilitar o acesso de vítimas de violência doméstica à principal forma de interromper o ciclo de agressões. Nenhuma das mulheres mortas na sexta-feira tinha medida protetiva contra os suspeitos.
RS registrou 9 feminicídios entre sexta (18) e segunda-feira (21) — Foto: Reprodução/RBS TV