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Vídeos mostram última imagem de mulher que foi esquartejada em Porto Alegre e chegada de suspeito com mala usada no crime
Câmeras de segurança têm registros de Brasília Costa até 8 de agosto. Nos dias seguintes, Ricardo Jardim fez compras de materiais que, segundo a polícia, foram usados para esquartejar a namorada. Ele está preso preventivamente.
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Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil nesta terça-feira (16) mostram a última aparição de Brasília Costa, 65 anos, antes de ser esquartejada e ter partes do corpo espalhadas por diferentes regiões de Porto Alegre.
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O então namorado dela, Ricardo Jardim, 66 anos, está preso preventivamente desde o início do mês. No interrogatório, ele negou o crime e admitiu que fez apenas o descarte dos restos mortais.
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A gravação é de 8 de agosto. No vídeo, a mulher aparece saindo do quarto em direção a um corredor da pousada onde estava hospedada.
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A investigação apurou que entre 8 e 14 de agosto o suspeito realizou três compras. Jardim adquiriu uma serra tipo arco, luvas, lonas, sacos plásticos, fitas e a mala que foi usada para descarte do tronco desmembrado da vítima.

Novas imagens mostram última aparição de vítima e suspeito chegando com mala em pousada
A gravação é de 8 de agosto. No vídeo, a mulher aparece saindo do quarto em direção a um corredor da pousada onde estava hospedada.
“Depois disso, não se tem mais imagens dela e não encontramos nenhum elemento informativo ou prova que demonstrasse que ela estivesse viva. A morte possivelmente ocorreu entre 8 e 9 de agosto”, afirmou o chefe do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, delegado Mário Souza.
Ricardo Jardim chega com a mala
Outras imagens também divulgadas pela Polícia também mostram o momento em que o homem chega na pousada com a mala envolta em uma sacola plástica, no dia 14 de agosto (Veja acima). A mala foi deixada no setor de guarda-volumes da rodoviária no dia 20 de agosto. O conteúdo só foi descoberto em 1º de setembro.
A causa da morte ainda é apurada, e a localização do crânio é considerada etapa decisiva para contribuir para a definição.
A Defensoria Pública, que representa o suspeito, diz que só se manifestará nos autos do processo.
Corpo dentro de mala: coletiva detalha investigação do caso — Foto: Polícia Civil/Reprodução
Buscas pelo crânio são intensificadas
Conforme os investigadores, a decisão de concentrar as diligências nesses locais se dá porque o suspeito afirma ter deixado o crânio em um contêiner de lixo nas redondezas da Usina do Gasômetro.
“Temos o apoio das empresas que fazem a limpeza urbana, os funcionários estão atentos para informar a Polícia Civil. Temos apoio do IGP, à disposição para ir ao local com eventual suspeita. Todas as diligências estão sendo feitas”, diz o diretor do Departamento de Homicídios, delegado Mário Souza.
Caso da mala: suspeito comprou serra, luvas, lonas, sacos plásticos, fitas e mala usada no crime — Foto: Reprodução/RBS TV