{"id":35101,"date":"2025-07-08T04:25:35","date_gmt":"2025-07-08T07:25:35","guid":{"rendered":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/entenda-em-5-pontos-a-reivindicacao-do-brasil-por-uma-ilha-submersa-rica-em-minerais-do-futuro\/"},"modified":"2025-07-08T04:25:35","modified_gmt":"2025-07-08T07:25:35","slug":"entenda-em-5-pontos-a-reivindicacao-do-brasil-por-uma-ilha-submersa-rica-em-minerais-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/entenda-em-5-pontos-a-reivindicacao-do-brasil-por-uma-ilha-submersa-rica-em-minerais-do-futuro\/","title":{"rendered":"Entenda em 5 pontos a reivindica\u00e7\u00e3o do Brasil por uma &#8216;ilha submersa&#8217; rica em &#8216;minerais do futuro&#8217;"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"chunk-64lsj\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> An\u00e1lises geol\u00f3gicas indicam que essa forma\u00e7\u00e3o submersa \u00e9 uma <strong>continua\u00e7\u00e3o natural do territ\u00f3rio continental brasileiro<\/strong>. Pesquisas da USP mostram que o solo da regi\u00e3o \u00e9 <span>geologicamente semelhante ao do interior de S\u00e3o Paulo<\/span>. Al\u00e9m disso, a \u00e1rea \u00e9 rica em minerais estrat\u00e9gicos, como as chamadas \u201cterras raras\u201d, essenciais para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e a ind\u00fastria de alta tecnologia. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-duo6q\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> <span><em>A seguir, o <\/em><\/span><span><em>g1 <\/em><\/span><span><em>respondeu as 5 principais d\u00favidas sobre o tema:<\/em><\/span> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"7\" id=\"chunk-6cnvm\">\n<p><h2>1. A quem pertence a ilha submersa?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-5mr2e\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A <strong>Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande<\/strong> se encontra em \u00e1guas internacionais e, at\u00e9 ent\u00e3o, \u00e9 considerada patrim\u00f4nio comum da humanidade. Por isso, a \u00e1rea ainda <strong>n\u00e3o \u00e9 oficialmente reconhecida como territ\u00f3rio brasileiro<\/strong>, mas o pa\u00eds reivindica esse reconhecimento desde 2018 junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Limites da Plataforma Continental (CLPC), \u00f3rg\u00e3o da ONU respons\u00e1vel por analisar esse tipo de solicita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-92soq\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Evid\u00eancias geol\u00f3gicas mostram que <strong>o solo da ERG \u00e9 id\u00eantico ao do interior de S\u00e3o Paulo<\/strong>, o que indicaria uma continuidade natural do territ\u00f3rio continental brasileiro. A reivindica\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com base na Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que permite aos pa\u00edses ampliar sua plataforma continental, desde que comprovem essa continuidade geol\u00f3gica. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-f1bhe\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> \u201cO fato de que estamos encontrando esses ind\u00edcios, de que essa \u00e1rea era uma ilha at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, \u00e9 muito importante, porque mostra que havia uma rela\u00e7\u00e3o direta com o continente\u201d, avalia o pesquisador Luigi Jovane, da USP. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1nl4d\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> <span>A submiss\u00e3o brasileira est\u00e1 em an\u00e1lise desde fevereiro de 2025 e abrange uma \u00e1rea de cerca de 1,5 milh\u00e3o de km\u00b2<\/span>. A expectativa \u00e9 que, se aprovada, a regi\u00e3o passe a integrar a Plataforma Continental Brasileira, permitindo ao pa\u00eds exercer soberania sobre os recursos do leito marinho e subsolo. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-eoclo\">\n<p> Imagens feitas com ve\u00edculo n\u00e3o tripulado mostram c\u00e2nion que corta Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande \u2014 Foto: Luigi Jovane\/USP <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"8\" id=\"chunk-8f7j3\">\n<p><h2>2. Quem pode reivindicar territ\u00f3rio em \u00e1guas internacionais?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-avidj\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A CNUDM, assinada em 1982, estabelece que os pa\u00edses costeiros t\u00eam direito a uma Zona Econ\u00f4mica Exclusiva (ZEE) de at\u00e9 200 milhas n\u00e1uticas (cerca de 370 km) a partir da costa. Nessa faixa, <strong>o pa\u00eds tem soberania para explorar recursos naturais<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-a6ic5\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> <em>\u27a1\ufe0f <\/em><strong><em>ZEE<\/em><\/strong><em>: territ\u00f3rio mar\u00edtimo que abrange uma faixa de 200 milhas n\u00e1uticas (aproximadamente 370 quil\u00f4metros) a partir do litoral, estabelecido como territ\u00f3rio brasileiro desde a assinatura da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito Mar (CNUDM), em 10 de dezembro de 1982. O territ\u00f3rio al\u00e9m desta faixa \u00e9 considerado patrim\u00f4nio da humanidade.<\/em> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-2lqi4\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> No entanto, a conven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permite que os pa\u00edses reivindiquem a extens\u00e3o de sua plataforma continental al\u00e9m das 200 milhas, <strong>desde que comprovem a continuidade geol\u00f3gica do territ\u00f3rio<\/strong>. <span>\u00c9 exatamente isso que o Brasil est\u00e1 fazendo com a Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-7cmnd\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A ONU, por meio da CLPC, n\u00e3o decide sobre soberania territorial, mas reconhece o direito de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sobre o leito e subsolo marinhos. Ou seja, se a submiss\u00e3o for aprovada, apenas o Brasil poder\u00e1 explorar os recursos minerais da regi\u00e3o, <strong>mesmo que ela esteja em \u00e1guas internacionais<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"9\" id=\"chunk-dngvl\">\n<p><h2>3. O Brasil tem capacidade de explorar esses recursos?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-aua54\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande \u00e9 rica em terras raras, um <strong>grupo de 17 minerais estrat\u00e9gicos para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e a ind\u00fastria de alta tecnologia<\/strong>. Esses elementos s\u00e3o essenciais para a <span>fabrica\u00e7\u00e3o de turbinas e\u00f3licas, baterias de carros el\u00e9tricos, equipamentos m\u00e9dicos e at\u00e9 armamentos<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-2apb2\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> &#8220;S\u00e3o minerais que ocorrem na natureza. Ou o pa\u00eds tem reserva ou n\u00e3o tem, n\u00e3o tem como criar uma ind\u00fastria de minerais. E o Brasil tem muito desta riqueza. O que encontramos \u00e9 uma concentra\u00e7\u00e3o an\u00f4mala de minerais na Eleva\u00e7\u00e3o Rio Grande&#8221;, explica a pesquisadora Carina Ulsen, da USP. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1oc6i\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> O Brasil possui a <strong>segunda maior reserva de terras raras do mundo<\/strong>, com cerca de <strong>21 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>. No entanto, ainda n\u00e3o domina plenamente a tecnologia de beneficiamento e transforma\u00e7\u00e3o industrial desses minerais. Isso significa que, atualmente, o pa\u00eds exporta boa parte como mat\u00e9ria-prima bruta, sem agregar valor. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-aidas\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Apesar disso, h\u00e1 avan\u00e7os. Jazidas em Minas Gerais e Goi\u00e1s est\u00e3o sendo exploradas com tecnologias mais modernas, e o governo federal tem buscado atrair investimentos e desenvolver infraestrutura nacional para transformar o Brasil em um player relevante nesse mercado. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1ucc6\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Explorar a ERG, no entanto, deve exigir tecnologia de ponta para minera\u00e7\u00e3o em grandes profundidades, algo que o Brasil ainda est\u00e1 desenvolvendo. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-fekbm\">\n<p> Ilha submersa Rio Grande do Sul 1 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/USP <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-7m64h\">\n<p><h2>4. Outros pa\u00edses podem interferir?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-3mfo9\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Embora a \u00e1rea esteja em \u00e1guas internacionais, <span>nenhum outro pa\u00eds pode explorar os recursos da Eleva\u00e7\u00e3o do Rio Grande se a ONU reconhecer a submiss\u00e3o brasileira<\/span>. A CNUDM garante esse direito ao pa\u00eds que comprovar a extens\u00e3o de sua plataforma continental. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-d0rt2\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Ainda assim, h\u00e1 temores sobre a capacidade do Brasil de proteger esse territ\u00f3rio, tanto do ponto de vista militar quanto diplom\u00e1tico. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1iuf8\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A Marinha do Brasil participa do processo de submiss\u00e3o e da vigil\u00e2ncia da chamada Amaz\u00f4nia Azul, que inclui a ZEE e as \u00e1reas pleiteadas al\u00e9m das 200 milhas. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-51cm9\">\n<p><h2>5. E o meio ambiente?<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-8imvu\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A possibilidade de explora\u00e7\u00e3o mineral em \u00e1reas t\u00e3o profundas levanta preocupa\u00e7\u00f5es ambientais. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-fr50f\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Pesquisadores da USP envolvidos nos estudos da ERG afirmam que o objetivo n\u00e3o \u00e9 defender a minera\u00e7\u00e3o submarina, mas compreender a biodiversidade e a geologia da regi\u00e3o. Qualquer atividade econ\u00f4mica futura depender\u00e1 de licenciamento ambiental rigoroso, com participa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os como o Ibama. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-78fb8\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> &#8220;Nosso trabalho n\u00e3o \u00e9 advogar a favor da minera\u00e7\u00e3o submarina, mas estudar a regi\u00e3o e entender o que temos l\u00e1 embaixo do ponto de vista mineral, animal e vegetal&#8221;, diz a pesquisadora Carina, da USP. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-9kpo1\">\n<p> Brasil reivindica ilha submersa no Oceano Atl\u00e2ntico \u2014 Foto: Arte g1 <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-dlc3d\">\n<p><h2>V\u00cdDEOS: Tudo sobre o RS<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lises geol\u00f3gicas indicam que essa forma\u00e7\u00e3o submersa \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o natural do territ\u00f3rio continental brasileiro. 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