{"id":38681,"date":"2025-12-20T04:25:17","date_gmt":"2025-12-20T07:25:17","guid":{"rendered":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/fantasma-dos-pampas-conheca-o-gato-selvagem-que-vive-no-rs-e-e-um-dos-mais-raros-do-mundo\/"},"modified":"2025-12-20T04:25:17","modified_gmt":"2025-12-20T07:25:17","slug":"fantasma-dos-pampas-conheca-o-gato-selvagem-que-vive-no-rs-e-e-um-dos-mais-raros-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/fantasma-dos-pampas-conheca-o-gato-selvagem-que-vive-no-rs-e-e-um-dos-mais-raros-do-mundo\/","title":{"rendered":"&#8216;Fantasma dos Pampas&#8217;: conhe\u00e7a o gato selvagem que vive no RS e \u00e9 um dos mais raros do mundo"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"chunk-4u226\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> No in\u00edcio deste m\u00eas, <span>um gato-palheiro-pampeano foi encontrado morto na BR-392<\/span>, em Bag\u00e9, na Fronteira Oeste. Segundo o grupo Felinos do Pampa, que monitora a situa\u00e7\u00e3o desses animais no RS, era um <strong>macho com idade entre 3 e 4 anos<\/strong>. Segundo especialistas, os atropelamentos s\u00e3o uma das principais causas de morte desses animais. <em>Saiba mais abaixo<\/em>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-eolfq\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Com <strong>pelagem pardo-acinzentada<\/strong>, <strong>orelhas triangulares <\/strong>e <strong>focinho rosado<\/strong>, o animal possui uma <span>camuflagem perfeita para se esconder na vegeta\u00e7\u00e3o seca <\/span>do Pampa. Essa apar\u00eancia por muito tempo fez com que fosse <strong>confundido com uma subesp\u00e9cie de outro felino<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1854g\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> No entanto,<strong> an\u00e1lises gen\u00e9ticas e morfol\u00f3gicas recentes confirmaram que o<\/strong><strong><em> Leopardus munoai<\/em><\/strong><strong> \u00e9 uma esp\u00e9cie distinta. <\/strong>A descoberta, segundo o grupo Felinos do Pampa, torna o status de conserva\u00e7\u00e3o ainda mais <strong>delicado<\/strong>, porque indica que <span>sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 menor e mais fr\u00e1gil do que se imaginava<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-8349u\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> \ud83e\uddec Um estudo realizado pelos pesquisadores Fabio Oliveira do Nascimento, Jilong Cheng e Anderson Feij\u00f3, a partir da an\u00e1lise de 142 exemplares conservados em mais de 20 museus de hist\u00f3ria natural ao redor do mundo, mostrou que <strong>s\u00e3o cinco esp\u00e9cies conhecidas como &#8220;gato-palheiro&#8221;<\/strong> (sendo o pampeano a mais amea\u00e7ada no Brasil): <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"24\" id=\"chunk-96npj\">\n<ul>\n<li><em>Leopardus colocola <\/em>(Chile central), <em>Leopardus pajeros <\/em>(Argentina central e sul), <em>Leopardus garleppi<\/em> (Andes tropicais), <em>Leopardus braccatus <\/em>(Cerrado e Pantanal brasileiros), e o <em>Leopardus munoai. <\/em><\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-a8k69\">\n<p> Infogr\u00e1fico &#8211; Perda de habitat e amea\u00e7as diretas colocam gato-palheiro-pampeano em risco de extin\u00e7\u00e3o \u2014 Foto: Arte\/g1 <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"101\" id=\"chunk-6d7eh\">\n<ul>\n<li><em>\ud83d\udd0d\ud83c\udf43O <\/em><strong><em>bioma Pampa<\/em><\/strong><em>, tamb\u00e9m conhecido como campos sulinos, est\u00e1 localizado no Brasil exclusivamente no Rio Grande do Sul, onde cobre <\/em><strong><em>63% do territ\u00f3rio<\/em><\/strong><em>, mas tamb\u00e9m se estende pelo Uruguai, Argentina e Paraguai. O termo, de origem qu\u00edchua, significa &#8220;regi\u00e3o plana&#8221; e descreve a paisagem dominante de plan\u00edcies e relevos suaves, as chamadas coxilhas, cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o rasteira. Considerado um patrim\u00f4nio cultural, o bioma possui uma rica biodiversidade, com cerca de 3 mil esp\u00e9cies de plantas e quase 500 de aves. Sua paisagem est\u00e1 historicamente associada \u00e0 cultura ga\u00facha e \u00e0 pecu\u00e1ria em campo nativo, pr\u00e1tica que ajudou a conservar seus ecossistemas.<\/em><\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div id=\"chunk-bib4r\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A esp\u00e9cie depende especificamente dos <strong>campos nativos<\/strong>, ecossistema encontrado em \u00e1reas de pecu\u00e1ria tradicional, que est\u00e1 se tornando cada vez mais raro. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"28\" id=\"chunk-8l8ld\">\n<blockquote><p>&#8220;Onde tem essa pecu\u00e1ria tradicional, onde tem o gado, aquela figura do ga\u00facho a cavalo tocando gado, \u00e9 onde est\u00e1 o gato-palheiro&#8221;, afirma Felipe Peters, bi\u00f3logo e pesquisador. <\/p><\/blockquote><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-27fk5\">\n<p> Felino ga\u00facho, o gato-palheiro-pampeano tem visto seu habitat nativo diminuindo \u2014 Foto: Felipe B. Peters <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-8obfl\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Dados levantados pelo projeto de pesquisa mostram que,<span> em apenas 15 anos, o habitat nativo do felino diminuiu mais de 25%<\/span>. No mesmo per\u00edodo, <strong>as \u00e1reas destinadas \u00e0 agricultura, como planta\u00e7\u00f5es de soja, e \u00e0 silvicultura, para produ\u00e7\u00e3o de papel e celulose, cresceram quase 30%<\/strong>, substituindo diretamente o ambiente do animal. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"37\" id=\"chunk-7vr8g\">\n<blockquote><p>&#8220;Essa tradi\u00e7\u00e3o [da pecu\u00e1ria] est\u00e1 se perdendo. Os herdeiros n\u00e3o querem ficar no campo. Ent\u00e3o se substitui todo o campo nativo para plantar uma monocultura, e isso est\u00e1 exterminando o ambiente associado ao gato-palheiro&#8221;, relata o bi\u00f3logo. <\/p><\/blockquote><\/div>\n<div id=\"chunk-80oj4\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Al\u00e9m da perda de territ\u00f3rio, o gato-palheiro enfrenta <strong>outras amea\u00e7as graves<\/strong>. Entre elas est\u00e3o a <span>preda\u00e7\u00e3o por c\u00e3es dom\u00e9sticos, atropelamentos em rodovias que cortam seu habitat, inc\u00eandios utilizados para manejo de pastagens e a ca\u00e7a por retalia\u00e7\u00e3o<\/span>, quando o felino preda animais de cria\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-clsa\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Sua principal adapta\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia se tornou uma fraqueza: ao se sentir amea\u00e7ado, o<span> instinto do animal \u00e9 deitar-se e permanecer im\u00f3vel, confiando em sua camuflagem<\/span>. A t\u00e1tica, eficaz contra predadores naturais, <strong>n\u00e3o oferece prote\u00e7\u00e3o contra c\u00e3es que ca\u00e7am pelo faro ou ve\u00edculos em alta velocidade<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-6p122\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Com um n\u00famero de indiv\u00edduos t\u00e3o baixo, <strong>a esp\u00e9cie foi classificada como &#8220;criticamente em perigo&#8221;, o \u00faltimo est\u00e1gio antes da extin\u00e7\u00e3o na natureza<\/strong>. Mesmo em cen\u00e1rios mais otimistas, que consideram uma maior disponibilidade de habitat, a classifica\u00e7\u00e3o de risco permanece como &#8220;em perigo&#8221;. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-bfg8j\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Um dos dados mais alarmantes \u00e9 que <span>menos de 1% (0,73%) das \u00e1reas consideradas de alta qualidade para o gato-palheiro est\u00e3o dentro de unidades de conserva\u00e7\u00e3o<\/span>. Isso significa que <strong>os melhores ref\u00fagios para a esp\u00e9cie est\u00e3o quase totalmente desprotegidos<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-75ev2\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> As poucas popula\u00e7\u00f5es restantes ainda se conectam por <strong>corredores ecol\u00f3gicos fr\u00e1geis, essenciais para a troca gen\u00e9tica e a sobreviv\u00eancia a longo prazo<\/strong>. No entanto, um mapa de amea\u00e7as futuras revela que <span>93% dessas &#8220;linhas de vida&#8221; est\u00e3o justamente em \u00e1reas com alto risco de serem convertidas para uso humano<\/span> nos pr\u00f3ximos anos. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-f8kmg\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Para tentar reverter o cen\u00e1rio, especialistas do Projeto Felinos do Pampa atuam em v\u00e1rias frentes. As a\u00e7\u00f5es incluem a <strong>sinaliza\u00e7\u00e3o de pontos cr\u00edticos de atropelamento<\/strong>, <strong>campanhas de vacina\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos para evitar a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as<\/strong> e o <strong>di\u00e1logo com produtores para mitigar a ca\u00e7a retaliativa<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-71k2b\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> <span>A principal estrat\u00e9gia, contudo, \u00e9 combater a perda de habitat.<\/span> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"73\" id=\"chunk-ekoe1\">\n<blockquote><p>&#8220;O gato-palheiro \u00e9 um bicho esquivo, furtivo, cinza, com lista preta nas patas, \u00e9 dif\u00edcil de ver, tem uma densidade muito baixa, n\u00e3o tem aquele padr\u00e3o de roseta e pinta, de jaguatirica. Ent\u00e3o \u00e9 um bicho que sempre ficou escondido. E a gente, nesses \u00faltimos anos, est\u00e1 batalhando para que as pessoas conhe\u00e7am ele, assimilem o valor que esse bicho teme porque ele \u00e9 aqui do sul, \u00e9 um gato ga\u00facho&#8221;, completa Peters.<\/p><\/blockquote><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-auph2\">\n<p><h2>Saiba mais sobre o gato-palheiro-pampeano<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"62\" id=\"chunk-4a14m\">\n<ul>\n<li><strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong> adultos pesam de 2 a 6 kg. A pelagem <span>varia de cinza a pardo<\/span>, com<strong> listras pretas nas patas<\/strong>. O <span>nariz \u00e9 rosado<\/span>, e as <span>orelhas s\u00e3o triangulares<\/span>.<\/li>\n<li><strong>H\u00e1bitos: <\/strong>ativo de dia e de noite, <span>sua dieta inclui r\u00e3s, aves e pequenos roedores<\/span>.<\/li>\n<li><strong>Ocorr\u00eancia: <\/strong>esp\u00e9cie end\u00eamica do Pampa,<span> restrita ao sul do Rio Grande do Sul, Uruguai e nordeste da Argentina<\/span>.<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"7\" id=\"chunk-6efhi\">\n<p><h2>Como ajudar a proteger os felinos silvestres<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"77\" id=\"chunk-6dvqm\">\n<ul>\n<li><strong>Cuidado nas rodovias: <\/strong>respeite os limites de velocidade, principalmente \u00e0 noite.<\/li>\n<li><strong>Guarda respons\u00e1vel: <\/strong>mantenha c\u00e3es e gatos dom\u00e9sticos em casa e com a vacina\u00e7\u00e3o em dia.<\/li>\n<li><strong>Ataque a animais de cria\u00e7\u00e3o: <\/strong><span>caso um felino ataque galinhas ou outros animais, entre em contato com \u00f3rg\u00e3os ambientais<\/span> como a <strong>Pol\u00edcia Ambiental<\/strong> (190) ou o <strong>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis<\/strong> (IBAMA) (0800 061 8080).<\/li>\n<li><strong>Denuncie: <\/strong><span>ca\u00e7a, captura ou manuten\u00e7\u00e3o desses animais em cativeiro \u00e9 crime<\/span>.<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-ddh4b\">\n<p> A pelagem varia de cinza a pardo, com listras pretas nas patas \u2014 Foto: Felipe B. Peters <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-fvgoc\">\n<p><h2>V\u00cdDEOS: Tudo sobre o RS<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, um gato-palheiro-pampeano foi encontrado morto na BR-392, em Bag\u00e9, na Fronteira Oeste. 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