{"id":41128,"date":"2026-05-14T20:26:37","date_gmt":"2026-05-14T23:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/chance-de-el-nino-se-formar-ate-julho-sobe-para-82-e-acende-aviso-para-chuvas-excessivas-no-rs\/"},"modified":"2026-05-14T20:26:37","modified_gmt":"2026-05-14T23:26:37","slug":"chance-de-el-nino-se-formar-ate-julho-sobe-para-82-e-acende-aviso-para-chuvas-excessivas-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioultimapalavra.amelhor.net\/site\/chance-de-el-nino-se-formar-ate-julho-sobe-para-82-e-acende-aviso-para-chuvas-excessivas-no-rs\/","title":{"rendered":"Chance de El Ni\u00f1o se formar at\u00e9 julho sobe para 82% e acende aviso para chuvas excessivas no RS"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"chunk-9qtr3\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A probabilidade de o fen\u00f4meno se formar at\u00e9 julho <strong>aumentou de 62% para 82%<\/strong>. Para o per\u00edodo a partir de agosto, <span>a chance supera os 90%, chegando a quase 100% entre novembro e janeiro<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-6irjg\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> O novo relat\u00f3rio destaca que a chance de o El Ni\u00f1o ser &#8220;muito forte&#8221; se aproxima de 40% no fim do ano. <span>Um evento \u00e9 classificado com essa intensidade quando o aquecimento das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico Equatorial ultrapassa os 2\u00b0C acima do normal.<\/span> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-8egfc\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Segundo a NOAA, <strong>o aquecimento j\u00e1 est\u00e1 em curso<\/strong>. A temperatura do Pac\u00edfico est\u00e1 atualmente quase 0,5\u00b0C acima da m\u00e9dia, <span>completando o sexto m\u00eas consecutivo de eleva\u00e7\u00e3o<\/span>. A tend\u00eancia, segundo a ag\u00eancia, \u00e9 que o aquecimento continue at\u00e9 o fim do ano. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-fbal3\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Em 2024, a<strong> cat\u00e1strofe clim\u00e1tica vivida no RS foi resultado de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores:<\/strong> <span>um El Ni\u00f1o que atuava desde 2023<\/span>, <span>o aquecimento do Oceano Atl\u00e2ntico<\/span> e <span>a chegada de frentes frias<\/span>. Segundo a meteorologista<strong> Jos\u00e9lia Pegorim<\/strong>, da Climatempo, <span>o El Ni\u00f1o de 2026 tem potencial para ser de &#8220;forte a muito forte&#8221;,<\/span> com<strong> intensidade compar\u00e1vel \u00e0 observada em 2023<\/strong>, e seus efeitos devem ser sentidos no inverno e, com maior preocupa\u00e7\u00e3o, na primavera. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"34\" id=\"chunk-45n91\">\n<blockquote><p>&#8220;Historicamente o aumento da chuva sobre o Sul do Brasil \u00e9 mais preocupante na primavera, que j\u00e1 \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o quando normalmente se observam eventos de chuva intensos e at\u00e9 extremos nesta regi\u00e3o&#8221;, explica.<\/p><\/blockquote><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-3rbc1\">\n<p> Proje\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia dos EUA mostra que a chance de El Ni\u00f1o cresce ao longo de 2026; intensidade segue indefinida. \u2014 Foto: NOAA <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-10rqq\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> O<strong> El Ni\u00f1o <\/strong>e a<strong> La Ni\u00f1a<\/strong> s\u00e3o as duas fases do mesmo fen\u00f4meno clim\u00e1tico, chamado <span>ENOS (El Ni\u00f1o-Oscila\u00e7\u00e3o Sul).<\/span> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"93\" id=\"chunk-avgd0\">\n<ul>\n<li>\ud83d\udd25 O<strong> El Ni\u00f1o<\/strong><strong> <\/strong>\u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico natural que ocorre em<strong> intervalos irregulares, geralmente a cada 2 a 7 anos<\/strong>. Ele \u00e9 caracterizado pelo <span>aquecimento maior ou igual a 0,5\u00baC das \u00e1guas superficiais do Oceano Pac\u00edfico Equatorial<\/span>. Esse aquecimento altera a circula\u00e7\u00e3o dos ventos e a distribui\u00e7\u00e3o de calor e umidade ao redor do globo, impactando os padr\u00f5es de clima em diversas partes do mundo.<\/li>\n<li>\u2744\ufe0f A <strong>La Ni\u00f1a<\/strong> \u00e9 o oposto: um <span>resfriamento dessas mesmas \u00e1guas, com efeitos igualmente significativos, mas em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, e tende a provocar estiagem no Sul.<\/span><\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div id=\"chunk-d79vb\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> No Brasil, os efeitos do El Ni\u00f1o s\u00e3o distintos: <span>enquanto provoca secas nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, aumenta significativamente o volume e a frequ\u00eancia das chuvas na Regi\u00e3o Sul<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-asfqm\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> A rela\u00e7\u00e3o entre El Ni\u00f1o e eventos extremos no Sul do Brasil tamb\u00e9m aparece em um estudo do <strong>Instituto de Pesquisas Hidr\u00e1ulicas da <\/strong>UFRGS,<strong> <\/strong>publicado em 2025 na revista cient\u00edfica<em> Communications Earth &#038; Environment<\/em>. A pesquisa analisou<strong> 45 anos de dados de vaz\u00e3o de rios em 788 esta\u00e7\u00f5es de monitoramento da Am\u00e9rica do Sul<\/strong> e concluiu que <span>o fen\u00f4meno aumenta a probabilidade de cheias na Bacia do Prata, regi\u00e3o que abrange parte do territ\u00f3rio ga\u00facho<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-4nvc9\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Durante epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o, <strong>a chance de enchentes nessa \u00e1rea pode crescer em at\u00e9 160%<\/strong>. Os pesquisadores ressaltam, por\u00e9m, que <strong>o El Ni\u00f1o n\u00e3o age sozinho<\/strong>. O estudo aponta que<span> enchentes e secas dependem de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores, como o comportamento da chuva, a umidade do solo, o n\u00edvel anterior dos rios e outras condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas<\/span>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-eepua\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> <strong>Na pr\u00e1tica, o fen\u00f4meno funciona como um amplificador do risco, e n\u00e3o como causa \u00fanica de um desastre.<\/strong> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-1gmhq\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Outro dado importante \u00e9 de que o impacto do El Ni\u00f1o <span>pode aparecer de forma ainda mais intensa na vaz\u00e3o dos rios do que no volume de chuva<\/span>. De acordo com o estudo, <span>os sinais de precipita\u00e7\u00e3o extrema e de cheia costumam caminhar na mesma dire\u00e7\u00e3o, mas as cheias apresentam amplifica\u00e7\u00e3o maior.<\/span> <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-t5qc\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Essa pesquisa refor\u00e7a a avalia\u00e7\u00e3o de especialistas de que<span> um novo epis\u00f3dio de El Ni\u00f1o exige aten\u00e7\u00e3o redobrada no Rio Grande do Sul<\/span>, <strong>embora n\u00e3o permita prever, por si s\u00f3, uma repeti\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia de 2024<\/strong>. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div id=\"chunk-fol7v\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Desde 2006, <strong>uma sequ\u00eancia de epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o <\/strong>vem mudando cada vez mais o clima do planeta, ainda quando s\u00e3o considerados fracos ou moderados, aumentando o risco dos extremos (secas, enchentes e ondas de calor). <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"53\" id=\"chunk-fuuh9\">\n<ul>\n<li><strong>2006\u20132007: <\/strong>El Ni\u00f1o fraco a moderado.<\/li>\n<li><strong>2009\u20132010: <\/strong>El Ni\u00f1o moderado.<\/li>\n<li><strong>2014\u20132016: <\/strong>El Ni\u00f1o muito forte, ligado a recordes de calor e extremos mais frequentes.<\/li>\n<li><strong>2018\u20132019: <\/strong>El Ni\u00f1o fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados.<\/li>\n<li><strong>2023\u20132024: <\/strong>El Ni\u00f1o forte, <span>um dos mais intensos j\u00e1 registrados<\/span>, associado a novos recordes de calor.<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<div id=\"chunk-25ut8\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links> Diante desse cen\u00e1rio, especialistas refor\u00e7am que o novo epis\u00f3dio de El Ni\u00f1o exige aten\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, j\u00e1 que o fen\u00f4meno pode aumentar o risco de enchentes, mas n\u00e3o determina, sozinho, a repeti\u00e7\u00e3o de uma trag\u00e9dia como a de 2024. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-7nagq\">\n<p> Pedestre se protege da chuva em Porto Alegre \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"backstage-photo\" id=\"chunk-c0gpg\">\n<p> &#8216;Cemit\u00e9rio de carros&#8217; ap\u00f3s enchente no RS \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/RBS TV <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" id=\"chunk-fac53\">\n<p><h2>V\u00cdDEOS: Tudo sobre o RS<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A probabilidade de o fen\u00f4meno se formar at\u00e9 julho aumentou de 62% para 82%. 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