Em menos de 24 horas, o entulho acumulado dentro do galpão foi recolhido, as telhas quebradas foram trocadas, e a parede de costaneira demolida pelo impacto de um caminhão foi fechada com tapumes.
O trabalho, iniciado no começo da tarde de sexta, logo após o acidente, se estendeu até o fim da noite e foi retomado neste sábado (15). O choque também derrubou uma árvore e um poste de energia em concreto, já substituído.
“Logo após o acidente apareceram umas 50 pessoas para ajudar”” emociona-se o patrão Vilson Rauber, ao lembrar que um grupo de crianças lamentava, acreditando que não teria mais local para ensaiar.
Segundo Vilson, porém, a estrutura não foi comprometida — algo que deverá ser confirmado por um laudo de engenharia. Na foto, ele aparece cumprimentando o ex-patrão Lírio Gomes (à esq.), que também participou do mutirão para reparar os estragos.
Vilson Rauber, patrão do CTG, e Lírio Gomes, ex-patrão, que também participou do mutirão para reparar os estragos — Foto: Giovani Grizotti/RBS TV
O acidente ocorreu quando um caminhão desgovernado desceu a ladeira e atingiu outro caminhão estacionado, que foi arremessado contra a parede lateral da sede da entidade. O motorista ferido foi hospitalizado.
Vilson e Lírio compartilham uma história: Vilson não era tradicionalista quando, a pedido de Lírio, doou voluntariamente dezenas de cargas de entulho para aterrar o terreno do CTG, onde existia um banhado. Em retribuição, recebeu o título de sócio honorário — gesto que o aproximou da entidade, até que se tornasse patrão. Um exemplo de dedicação comunitária.