Serão removidas uma paineira, três guapuruvus e três ligustros que apresentam risco de queda. Um eucalipto também está comprometido e precisará ser podado. Os guapuruvus, de acordo com a prefeitura, foram plantados no local na década de 1970, há mais de 50 anos. Saiba mais sobre a espécie abaixo.
Os trabalhos serão realizados a partir desta segunda-feira (11) pelas secretarias de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e de Serviços Urbanos (Smsurb). A previsão de conclusão é até sexta-feira, dependendo das condições climáticas.
Os estragos à vegetação por conta da enchente foram comprovados por laudos solicitados pela prefeitura, que listaram danos como quebra de galhos, necrose nos troncos, desequilíbrio nas copas e risco de queda de galhos ou estruturas inteiras.
Guapuruvu
Semente de guapuruvu tem formato semelhante a moeda ou ficha — Foto: Fábio Luis dos Santos/iNaturalist
O guapuruvu é uma árvore que pode ultrapassar 30 metros e ocorre desde o México até o Rio Grande do Sul, sendo dividido em duas variedades, uma exclusiva da Mata Atlântica (Schizolobium parahyba var. parahyba) e outra presente do México à Amazônia (Schizolobium parahyba var. amazonicum).
Imponente, chama atenção por seu tronco reto e grande copa, que fica coberto de flores amarelas.
O guapuruvu pode durar entre 50 e 70 anos, o que significa que ele cresce muito rapidamente, tendo sido apontada como uma das árvores nativas do Brasil com desenvolvimento mais rápido, podendo crescer até três metros por ano.
O crescimento rápido faz com sua madeira seja pouco densa e muito leve, o que impede seu uso em ocasiões que exigem resistência. Por outro lado, o guapuruvu é muito desejado para construção das famosas canoas de “um pau só”, embarcações construídas através de uma técnica em que se esculpe a canoa a partir de um único tronco. O nome da árvore significa, em tupi-guarani, literalmente “tronco de fazer canoa” (yya ou ignara = canoa; p’vú = tronco).
Além de guapuruvu, a espécie possui uma infinidade de outros nomes populares, incluindo pau-de-canoa, ficheira, bacurubu, bageiro, igarapobu, bandarra, faveira, paricá, pau-de-vintém, pirosca e vários outros.
Os nomes ficheira e pau-de-vintém fazem referências as sementes do guapuruvu, que são grandes e arredondadas, se assemelhando a fichas de jogos ou a moedas. Veja abaixo.

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