Bandeirinha registra ocorrência contra jogadoras após relato de assédio no Brasileirão feminino; caso foi arquivado

Bandeirinha registra ocorrência contra jogadoras após relato de assédio no Brasileirão feminino; caso foi arquivado

O bandeirinha Claiton Timm registrou, na segunda-feira (14), boletim de ocorrência contra quatro jogadoras do América-MG e contra o diretor de futebol feminino da equipe, Daniel Paiva, alegando difamação após as atletas relatarem que teriam sido assediadas pelo árbitro na partida entre Juventude e América-MG, pelo Brasileirão Feminino, em Bento Gonçalves, na Serra do RS. Relembre o caso abaixo.

Segundo Leonel Carivali, advogado de defesa de Claiton, o caso gerou transtornos na vida do homem.

“Tudo foi muito rápido na exposição que ele sofreu na vida dele, da família, é um cara casado há 15 anos, ele tem uma menina, uma filha, foi um turbilhão na vida dele”, explica.

O que dizem os envolvidos

O g1 entrou em contato com as quatro atletas envolvidas e com o dirigente, que afirmam que não irão se manifestar. O América-MG também afirmou que não irá se pronunciar.

O g1 também entrou em contato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que o afastou preventivamente do quadro de arbitragem.

A FGF afirma que “ele não foi suspenso, pois não tínhamos competições em andamento. Seguimos apenas o que a CBF determinou”.

Já a CBF informou que aguarda um parecer do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para definir os próximos passos. O STJD explica que foi aberto inquérito, que está em processamento e, somente após a conclusão será possível afirmar se haverá denúncia ou se o caso será arquivado.

Relembre o caso

Jogadoras do América-MG registraram boletim de ocorrência contra o bandeirinha que atuava na partida entre Juventude e América-MG, pelo Brasileirão Feminino, por assédio sexual.

As atletas afirmaram que Claiton Timm teria se dirigido a elas com palavras de baixo calão, insinuando estar excitado e constrangendo as profissionais. A defesa nega o relato. Timm e a árbitra principal da partida prestaram depoimento à polícia.

Ao g1, a meia-atacante Rafa Levis, uma das jogadoras que registraram a ocorrência, informou que os comentários teriam começado antes do jogo.

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