terça-feira, abril 14, 2026
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Bombeira civil, monitora de escola, mães: quem são as 7 vítimas de feminicídio no RS em 2026

por admin
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As vítimas tinham entre 15 anos e 59 anos. Pelo menos cinco delas tinham filhos. Porto Alegre lidera o número de casos, com duas mortes, mas há um registro em um município da Serra com 2,8 mil habitantes. Saiba mais abaixo

Os suspeitos são, em geral, namorados, companheiros ou ex-companheiros. Conforme os registros policiais, são homens com ciúmes ou que não aceitavam o término do relacionamento.

Uma força-tarefa da Polícia Civil prendeu mais de 20 suspeitos ao longo de 24 horas. A operação faz parte de um conjunto de ações para reduzir os índices de violência doméstica.

Rio Grande do Sul tem 7 feminicídios nas três primeiras semanas de 2026 — Foto: Reprodução/RBS TV

A bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta a facadas em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é o ex-companheiro, de 44 anos. Ele foi preso.

O homem, que não teve a identidade divulgada, tentou simular o suicídio da vítima, para tentar despistar as autoridades.

Conforme amigos de Gislaine, o relacionamento dos dois durou três anos e chegou ao fim após várias crises de ciúmes do homem.

A bombeira civil deixou um filho de 10 anos. Ela não tinha medida protetiva contra o agressor.

Bombeira civil de 31 anos foi morta a facadas pelo ex, segundo polícia — Foto: Arquivo Pessoal

Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada sem vida em uma área de mata em Canguçu, na Região Sul do RS, há uma semana. O corpo tinha uma marca de corte no pescoço.

O companheiro de Letícia, de 36 anos, foi preso após ser localizado a mais de 200 km do local.

A vítima deixa dois filhos, um deles com o agressor. Letícia tinha medida protetiva contra ele, e o homem chegou a ser preso por descumprimento no fim de 2025.

Letícia Foster Rodrigues estava desaparecida e foi encontrada sem vida em Canguçu — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em Santa Rosa, na Região Noroeste, Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro dentro da própria casa no domingo (18). De acordo com a polícia, ele pulou o portão da residência e atirou contra ela.

O homem foi preso preventivamente na segunda-feira (19). Marinês tinha medida protetiva contra o suspeito.

Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro — Foto: Reprodução/RBS TV

Porto Alegre

Dois casos foram registrados na capital. Também no domingo, Josiane Natel Alves, de 32 anos, foi assassinada com nove golpes de faca. A filha de 14 anos teria presenciado o fato.

Um homem de 29 anos, com quem ela se relacionou por um mês, foi preso ao se apresentar na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

Na segunda-feira (19), Paula Gabriela Torres Pereira, 39 anos, foi morta à luz do dia em uma parada de ônibus. O suspeito é o ex-companheiro, com quem ela disputava na Justiça a guarda de um dos filhos. Ele tem 50 anos e foi preso.

Josiane Natel Alves, 32 anos, foi morta com nove facadas pelo ex-companheiro — Foto: Reprodução/RBS TV

Em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, a vítima foi uma adolescente de 15 anos. Mirella Santos foi morta pelo namorado, de 25 anos, na terça-feira (20). Ele foi preso.

Conforme o delegado Marco Guns, a adolescente foi atingida com facadas no pescoço, rosto e costas. O autor confessou o crime e alega legítima defesa pois, segundo relato dele, Mirella estaria com ciúmes. O relacionamento do casal havia começado a cerca de oito meses.

Mirella chegou a ser acompanhada pela Patrulha da Maria da Penha, mas solicitou que a proteção fosse encerrada no dia 6 de janeiro.

Adolescente de 15 anos é morta pelo namorado de 25 em Sapucaia do Sul, no RS, diz polícia — Foto: Polícia Civil e Yagor Marrone/Muda Sapucaia do Sul

Em Muitos Capões, na Serra, Uliana Teresinha Fagundes, 59 anos, foi morta a tiros, também na terça, dentro da casa onde morou com o ex-companheiro. Ela havia deixado a residência quatro dias antes.

Ela e o ex-marido assinaram o divórcio em Vacaria, cidade vizinha, e teriam retornado juntos à cidade. Ao chegar ao endereço, ela teria entrado no local enquanto o homem aguardava do lado de fora. Minutos depois, teria sido atingida pelos disparos.

Uliana trabalhava como monitora em uma escola estadual do município e era mãe de duas filhas de um relacionamento anterior.

Mulher é morta a tiros em Muitos Capões — Foto: Imagem cedida

Denuncie violência doméstica

Se a ocorrência estiver em andamento, a vítima de violência ou qualquer pessoa deve ligar para o 190, o número da Brigada Militar.

Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir na Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia para fazer o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas (localize uma delegacia aqui). Também é possível registrar uma ocorrência e pedir medida protetiva pela Delegacia Online.

A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. A Defensoria Pública atende pelo telefone 0800-644-5556 e dá orientações sobre direitos e consulta a advogados.

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