Clínica é interditada após morte de paciente no RS; relatos apontam tortura com pedaços de pau e tiros de chumbinho

Clínica é interditada após morte de paciente no RS; relatos apontam tortura com pedaços de pau e tiros de chumbinho

Clínica é interditada após morte de paciente no RS; relatos apontam tortura com pedaços de pau e tiros de chumbinho

Instituição de reabilitação de dependentes químicos foi alvo da Polícia Civil nesta sexta-feira (13). Três foram presos.


  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Tripalium em Estação, no Norte do Rio Grande do Sul, para investigar a clínica.

  • Três pessoas foram presas preventivamente na Clínica Reviver, que é investigada por tortura contra pacientes.

  • A investigação teve início após a morte recente de um interno, cujo óbito foi associado a agressões repetidas.

  • A Prefeitura de Estação prestou suporte para acolher os internos, que estavam em condições consideradas degradantes.

Clínica é interditada por tortura e morte no RS — Foto: Polícia Civil

Uma clínica de reabilitação investigada por tortura contra pacientes foi interditada em Estação, no Norte do RS, nesta sexta-feira (13). Três pessoas foram presas preventivamente: uma mulher, prorietária da Clínica Reviver, o companheiro dela, que atua como monitor, e um outro monitor, que seria o responsável pela morte. O g1 não conseguiu contato com a instituição até a última atualização desta reportagem.

A investigação começou após a morte de um interno no dia 29 de janeiro. Ele foi identificado como Marcos Bohn Nedel, 45 anos.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito apontou que métodos aplicados dentro da instituição envolviam práticas de tortura. A vítima teria sido submetida a agressões repetidas que resultaram em seu óbito. Conforme a polícia, pacientes eram agredidos com pedaços de pau e tiros de espingarda de chumbinho.

Dois internos fugiram e fizeram a denúncia à polícia. No total, havia 31 pessoas na clínica. Eles foram encaminhados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Getúlio Vargas e serão encaminhados para suas famílias.

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No local, foram apreendidos medicamentos uso restrito hospitalar na instituição, que não tem licença para isso.

A prefeitura de Estação prestou suporte para acolher os internos, que estavam em condições consideradas degradantes.

A investigação segue para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias da morte do paciente.

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