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Com cara de mau e fama de agressivo, pássaro-símbolo do RS é considerado ‘Sentinela dos Pampas’; título nasceu de lenda
Ave fica ainda mais protetora e territorialista em períodos de reprodução, mas se tornou símbolo de proteção na cultura popular local.
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O quero-quero, ave símbolo do Rio Grande do Sul com 37 centímetros, ataca bravamente qualquer pessoa que se aproxime de seus ninhos para proteger seus filhotes.
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Durante a época de reprodução, o pássaro realiza voos rasantes e usa esporões nas asas, além de intimidar invasores com seus marcantes olhos vermelhos.
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A alcunha de “Sentinela dos Pampas” surgiu de uma lenda indígena sobre uma ave que gritava para alertar e proteger uma tribo que dormia nos campos.
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Essa antiga lenda transformou o quero-quero em um símbolo de proteção e um verdadeiro ícone cultural muito respeitado em todo o território rio-grandense.
Quero-quero é considerada ave-símbolo do RS — Foto: Sérgio Louruz/PMPA
Atire a primeira pedra o gaúcho que nunca fugiu de um Quero-quero. Com 37 centímetros de pura bravura, ele não hesita em atacar quem se aproxima da sua prole. Nem mesmo os desavisados que passam por perto sem ter ideia da existência de um ninho são poupados.
O pássaro, conhecido como símbolo do Rio Grande do Sul, fica ainda mais territorialista em épocas de reprodução. Para afastar os predadores, a ave faz voos rasantes e usa esporões afiados nas pontas das asas como forma de ataque.
Já os olhos vermelhos intimidadores são resultado da grande circulação de sangue na região do crânio. Considerado o “Sentinela dos Pampas”, ganhou esse título por conta de uma lenda regional.

Agora no g1
O que diz a lenda
A história conta que, no início dos tempos, uma tribo indígena peregrinava pelos campos. À noite, cansados de viajar, dormiam profundamente sob as estrelas. Mas o perigo espreitava nas sombras.
No entanto, um “guardião enviado pela natureza” velava pelo sono da tribo. Ao perceberem qualquer movimentação estranha, os quero-queros gritavam e o som ecoava pelas coxilhas, afastando qualquer possível ameaça.
Passada de geração em geração, a lenda ajudou a transformar o pássaro num símbolo de proteção no imaginário popular. Apesar da fama de agressiva, a ave se tornou um verdadeiro ícone da cultura rio-grandense.