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Da mesma forma, Porto Alegre também está diferente. Apesar da pouca variação populacional, tendo ganhado pouco mais de 20 mil habitantes nessas mais de duas décadas — alta de 1,58% — a capital gaúcha teve mudanças na estrutura física e no próprio futebol.

Agora no g1
Grêmio e Inter, os principais clubes do Rio Grande do Sul, estão de casa nova. Há 24 anos, o Tricolor atuava no Estádio Olímpico Monumental e nem se cogitava que passaria a mandar seus jogos na Arena, uma das mais modernas da América Latina.
Já o Colorado reformou por completo o Estádio Beira-Rio, implementando mudanças importantes como a construção de uma cobertura completa para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Os próprios times mudaram muito desde 2002. Naquela época, o Inter nunca havia ganhado a Copa Libertadores da América, enquanto o Grêmio já era Campeão do Mundo e tinha conquistado a América em duas oportunidades. Em contrapartida, os colorados se orgulhavam de nunca terem sido rebaixados, enquanto os gremistas já amarguravam uma queda para a Série B.
De lá para cá, o Inter ganhou o campeonato continental duas vezes e foi Campeão do Mundo em 2006 — e teve seu primeiro rebaixamento. O Grêmio, por sua vez, ganhou mais uma Libertadores, conquistando o tri, mas caiu outras duas vezes para a segunda divisão.
Até o número de clubes mudou: os porto-alegrenses viram o EC Cruzeiro, o tradicional Cruzeirinho, que de 1913 até 2018 fora um clube da capital gaúcha, mudar-se para Cachoeirinha. Também assistiram nascer em 2006 o Porto Alegre FC, clube fundado por Ronaldinho Gaúcho, que viria a ser extinto em 2012.
Em 2002, a Seleção Brasileira era treinada pelo gaúcho Luiz Felipe Scolari. O Felipão, que até hoje permanece como o último técnico brasileiro a conquistar uma Copa do Mundo, viria anos depois a conduzir o Brasil para a derrota de 7×1 contra a Alemanha em pleno Mineirão, em 2014.
Novo cartão postal
Há 24 anos, a Orla do Guaíba era pouco mais de uma área às margens de um lago, contando com a Usina do Gasômetro, o Anfiteatro Pôr do Sol e áreas da mata. Mais de duas décadas depois, a Orla foi revitalizada, ganhou espaços para lazer e prática de esportes, incluindo quadras poliesportivas, de futebol society, tênis, basquete, vôlei de praia e uma das maiores pistas de skate da América Latina.
Já o Anfiteatro Pôr do Sol foi renegado. O espaço, que sofreu com as intempéries do tempo e da falta de investimento, hoje se encontra interditado. Até mesmo eventos que ocorrem na região, como o festival Turá, recebem estrutura temporária própria para ocorrer.
A Orla do Guaíba ainda viria a receber espaços como o Cais Embarcadero e o Parque Pontal recentemente.
Infraestrutura viária
Hoje uma das principais vias expressas da cidade, a Terceira Perimetral ainda estava sendo construída durante o penta. A avenida tem mais de 12 quilômetros de extensão e cruza 20 bairros da capital gaúcha. As obras só foram concluídas em 2006 e impactaram consideravelmente a mobilidade urbana do município.
Outra importante obra foi a inauguração da Nova Ponte do Guaíba. Uma outra alternativa para atravessar o Delta do Rio Jacuí era uma demanda antiga.
Outra construção que demorou, mas foi concluída, foi a duplicação da Avenida Tronco, obra prevista para a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre, entregue com 10 anos de atraso em 2024.
Tragédias
Até Cafu erguer a taça em Yokohama, 1941 era conhecido como o ano da grande enchente para os porto-alegrenses. Durante 22 dias, as águas do Guaíba alcançaram uma cota de 4,76 metros. Era a maior cheia registrada na cidade. Até que, em 2024, essa marca foi superada, com o Lago atingindo a cota de 5,37 metros.
Outro fato histórico que também não havia ocorrido até 2002 foi o incêndio do Mercado Público, em 2013. O estabelecimento, considerado pelos mercadeiros como o “coração da Capital”, só voltou a funcionar normalmente em 2022, após uma reforma marcada por paralisações.
Vida boêmia
Ao longo dos anos, alguns dos bares e restaurantes mais clássicos da capital gaúcha encerraram suas atividades. Alguns exemplos são o Bambus, o Van Gogh, o Natalício, a Caverna do Ratão, o Copacabana, o Dona Neusa e o Fornão.
Por outro lado, outras alternativas chegaram. Além das tradicionais zonas boêmias como os bairros Cidade Baixa e Bom Fim, além do Rio Branco, que ganhou força nos últimos anos, o 4º Distrito vem ano a ano deixando de ser uma área degradada para se tornar uma alternativa noturna em Porto Alegre.
Orla do Guaíba, em Porto Alegre, ganhou novo visual ao longo dos anos — Foto: Ricardo Giusti/PMPA e Omar Freitas / Agencia RBS
Desde a conquista do penta, Grêmio e Inter, os principais clubes e Porto Alegre, ficaram de ‘casa nova’ — Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS, Renan Mattos/Agência RBS, Ivo Gonçalves/PMPA e Omar Freitas/Agência RBS