Crime da mala: publicitário suspeito de esquartejar namorada e espalhar partes do corpo por Porto Alegre é denunciado por 8 crimes

Crime da mala: publicitário suspeito de esquartejar namorada e espalhar partes do corpo por Porto Alegre é denunciado por 8 crimes

Jardim havia sido indiciado pela Polícia Civil no fim de outubro por sete crimes. O MPRS acrescentou à denúncia o crime de vilipêndio de cadáver – que consiste no ato de desrespeitar, ultrajar ou menosprezar um corpo morto.

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa de Jardim, afirma que só vai se manifestar nos autos do processo.

O suspeito foi identificado a partir de imagens de uma câmera de segurança do estabelecimento comercial. Em certo momento da gravação, ele é visto abaixando a máscara que usava e que aparecia vestindo no vídeo registrado na rodoviária da capital (veja abaixo).

Veja todos os crimes pelos quais Jardim foi denunciado

  • Feminicídio
  • Ocultação de cadáver
  • Vilipêndio de cadáver
  • Falsificação de documento público
  • Uso de documento falso
  • Falsa identidade
  • Invasão de dispositivo informático
  • Furto mediante fraude

Vídeo mostra momento em que homem deixa corpo em mala na rodoviária de Porto Alegre

O depoimento

A repórter Adriana Irion, de Zero Hora, teve acesso à íntegra do depoimento com exclusividade. Jardim negou que tenha matado a mulher. Ele afirma que o combinado entre o casal era comemorar um ano do relacionamento.

Entretanto, quando chegou no quarto dela, teria encontrado a mulher “deitada na cama com o braço caído”, já morta, em 8 de agosto, e não soube como reagir. Já segundo a polícia, Jardim teria matado a mulher no dia seguinte.

“Ela estava imóvel, eu sacudi, chamei por ela e ela não respondeu nada. Aí eu fiz todo aquele procedimento que a gente faz: olha pulso, olha aqui, ouve, tenta ouvir a respiração, coração… Por último peguei o aparelhinho, botei no pulso dela”, relatou.

Ao ser questionado o que fez depois de encontrar a namorada morta, Jardim disse:

“Acertei ela na cama, botei o cobertor por cima, fechei a porta de novo e voltei para o meu quarto.”

No depoimento, o publicitário diz que pagou R$ 2 mil a um catador de material reciclável conhecido como “Binho”:

“Eu disse para ele [Binho] que eu botaria ele [o corpo] numa mala, mas eu não disse para ele picar ela, não disse para ele cortar a cabeça, eu disse para ele (…) cortar um pedaço da perna, uma coisa assim, para caber numa mala”, relatou.

Em outro trecho do depoimento, Jardim afirma que temia ser preso:

“Eu tinha medo de ser preso. Tinha certeza que ia ser preso. E, além disso, tinha medo de ser preso com a acusação de também ter matado ela. Sei lá pelo que, por envenenamento, por estrangulamento, não sei exatamente o quê.”

O publicitário disse ainda que a ideia era distribuir as partes do corpo de Brasília em vários locais da cidade, para dificultar o trabalho da investigação. E explicou por que escolheu a rodoviária como um desses locais:

“Pensei na rodoviária, recém foi reformada por causa da enchente, não deve ser tão aparente. Achava ela mau iluminada, complexa. Aí resolvi deixar, ‘vamos ver o que acontece, pelo menos vão encontrar um corpo, vai dar para enterrar, não é uma coisa que vou jogar no rio e vai sumir para todo o sempre'”, afirmou.

Ricardo Jardim, publicitário preso por suspeita de matar e esquartejar mulher em Porto Alegre — Foto: Reprodução

Infográfico – Linha do tempo: homem preso após abandonar mala com corpo na rodoviária de Porto Alegre — Foto: Arte/g1

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