sexta-feira, abril 17, 2026
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Desmatamento da mata atlântica no RS sobe quase de 3.000% em 1 ano; pesquisa aponta enchente como principal causa

por admin
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Em maio de 2024, o céu desabou sobre o Rio Grande do Sul. As chuvas intensas transformaram encostas em rios de lama, arrastaram casas, vidas e devastaram também o que restava de um dos biomas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica.

Um ano depois, o novo Atlas da Mata Atlântica 2025, publicado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que o desmatamento no estado saltou de 52 hectares no período 2022-2023 para 1.602 hectares em 2023-2024. Um aumento de 2.981%.

Desflorestamento da Mata Atlântica no RS

Fonte: Atlas da Mata Atlântica

O RS está entre os cinco estados responsáveis por 13.379 hectares de desflorestamento do Brasil, correspondendo a 93% da perda total, sendo eles: Bahia, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso do Sul.

O relatório aponta que o principal vetor desse desmatamento no sul foi a ocorrência de deslizamentos de encostas causados pelas chuvas extremas de maio de 2024.

“Esses fenômenos evidenciam como as mudanças climáticas vêm contribuindo para a perda de cobertura florestal em áreas de risco no bioma, resultando em sérios impactos econômicos e sociais”, aponta a pesquisa.

O Rio Grande do Sul foi atingido por uma enchente histórica, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades em sua maioria na Região Metropolitana e Vale do Taquari, retirou milhares de casa e deixou 184 mortos, além de 25 desaparecidos. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos.

Três municípios da Serra lideraram o ranking da devastação no estado:

  • Veranópolis, com 235 hectares desmatados, viu quase 3% de sua mata desaparecer em um único ano;
  • Cotiporã, com 162 hectares;
  • Dois Lajeados, com 131 hectares, também com perdas significativas.

Essas cidades, conhecidas por suas paisagens e forte ligação com a natureza, agora enfrentam o desafio de reconstruir não apenas estradas e casas, mas também ecossistemas inteiros.

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O impacto foi tão profundo que atingiu até áreas protegidas. O Parque Estadual Quarta Colônia perdeu 4 hectares de mata, enquanto a Reserva Particular do Patrimônio Natural Salto Forqueta perdeu 2 hectares.

A Bacia Hidrográfica do Guaíba – Taquari também registrou 1.230 hectares de desmatamento.

O Rio Grande do Sul ainda possui cerca de 1 milhão de hectares de Mata Atlântica, o que representa apenas 7,8% da área protegida.

Desflorestamento da Mata Atlântica no período 2023 – 2024 — Foto: Reprodução/ Atlas da Mata Atlântica

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