‘Estou triste, o pequenininho se agarrava na gente’, diz pastor evangélico que recebeu no RS missionário preso após morte do filho
Homem está preso preventivamente desde domingo (5). Mãe do menino também foi presa nesta quinta-feira (9). Criança foi internada em UTI de Porto Alegre em estado gravíssimo, mas não resistiu.
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A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira (9) a morte de um menino de 3 anos que teria sido espancado pelo pai em Viamão (RS). O suspeito está preso preventivamente.
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O pastor evangélico Carlos Roberto Vieira da Silva, que recebeu a família no RS, lamentou a morte do menino Oliver.
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O pai, um missionário norte-americano de 33 anos, confessou que deu socos no peito e abdômen da criança, além de bater a cabeça dela no chão.
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O menino foi levado pelo próprio agressor ao hospital e transferido para Porto Alegre. A equipe médica acionou a polícia, que prendeu o homem em flagrante.
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Registros em outros dois estados indicam que três dos filhos do casal também sofreram agressões. Todos foram encaminhados para acolhimento institucional pelo Conselho Tutelar.
Pastor que recebeu família de missionário no RS lamenta morte de criança
A família do missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, preso preventivamente suspeito de matar o filho Oliver, de três anos, foi recebida no Rio Grande do Sul pelo pastor evangélico Carlos Roberto Vieira da Silva.
O líder religioso gaúcho, que ofereceu alimentação à família do norte-americano, mobilizou autoridades para conseguir uma casa mais próxima à escola das crianças e dava carona para a família se locomover por Viamão, onde moraram nos últimos seis meses, lamentou a morte da criança.
“Eu estou triste, porque o pequenininho se agarrava na gente. Quando a gente foi levar iogurte, eles vieram todos correndo, me abraçaram, agradecendo pelo alimento”, conta.
De acordo com o documento, que integra uma sindicância instaurada pelo município de Viamão, um posto de saúde notificou a rede de proteção em 4 de dezembro de 2025. A unidade médica relatou um ferimento facial significativo em uma das crianças e marcas nos braços de outra.
Treze dias após o alerta médico, uma assistente social foi à residência da família, no distrito de Águas Claras, mas não encontrou os moradores. O caso foi debatido em três reuniões da rede de proteção municipal, sem registro de novas intervenções até o último domingo (5), quando o menino de três anos teria sido espancado pelo pai.
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