Os repasses indevidos de parte do salário do assessor ao ex-vereador teriam acontecido entre 2021 e 2022.
A defesa de Hitler afirma que a “denúncia contra o ex-vereador vai na contramão da realidade probatória, sendo que a inocência de Hitler será devidamente comprovada no decorrer da instrução”. O g1 busca contato com a defesa de Mauricio, mas não encontrou os advogados do ex-assessor até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o MPRS, Hitler “exigiu para si, diretamente, (…) o repasse mensal de parte da remuneração” de um assessor parlamentar. Ainda segundo o MPRS, os valores desviados do salário do assessor chegavam a R$ 600 por mês.
Outra ex-assessora do parlamentar era investigada por lavagem de dinheiro, mas não foi indiciada nem denunciada.
Segundo a investigação da Polícia Civil, o suposto esquema causou um prejuízo de R$ 90 mil aos cofres públicos.
Atualmente, Pederssetti não ocupa cargo político. Ele foi vereador até 2024, quando concorreu a prefeito de São Leopoldo, mas não se elegeu.
O caso foi descoberto depois que um dos assessores denunciou as supostas extorsões para a polícia em maio de 2023. Análises bancárias e interceptações de sinais telefônicos comprovaram os crimes, de acordo com a Polícia Civil.
“A defesa de Hitler Kleber Pederssetti e Patrícia Simon de Moraes entende que, enquanto se fez justiça com o reconhecimento da inocência de Patrícia, o oferecimento de denúncia contra o ex-vereador vai na contramão da realidade probatória, sendo que a inocência de Hitler será devidamente comprovada no decorrer da instrução, restabelecendo-se a verdade.
Miguel Wedy, Mauirá Schneider e Guilherme Louzada”
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