Falta de doses: Porto Alegre suspende vacinação contra a dengue em meio a situação de emergência em saúde pública

Falta de doses: Porto Alegre suspende vacinação contra a dengue em meio a situação de emergência em saúde pública

A reportagem da RBS TV entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas a pasta não retornou.

Um hospital de campanha foi montado para atender pacientes com dengue. A estrutura, fornecida pelo Ministério da Saúde, fica ao lado da Unidade de Pronto-Atendimento Moacyr Scliar, a “UPA da Zona Norte”.

A imunização, que vinha sendo realizada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, depende do envio de doses pelo governo federal. Desde o início da vacinação, mais de 20 mil crianças e adolescentes dessa faixa etária receberam a primeira dose. A segunda dose, necessária para garantir a proteção completa, foi aplicada em cerca de 6,7 mil jovens.

A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a aplicação da vacina será retomada assim que houver novo repasse. Porto Alegre já registrou duas mortes provocadas pela dengue em 2025, com mais de 4,6 mil casos confirmados, segundo o Painel de Arboviroses da prefeitura.

O Rio Grande do Sul confirmou a sexta morte por dengue no estado. A vítima era um morador de Alvorada de 61 anos, que morreu no dia 7 de abril.

No Norte do estado, em Carazinho, duas pessoas já morreram por chikungunya, outra doença transmitida pelo Aedes aegypti. Foram as duas primeiras mortes provocados pela doença em solo gaúcho na história. São 170 casos confirmados de chikungunya em todo o estado apenas neste ano.

Vacinação contra a gripe

Vacinação — Foto: Reprodução/ RBS TV

Novos grupos prioritários podem ser vacinados contra a gripe na rede pública de Porto Alegre desde terça-feira (22). Eles são: agentes das forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e trabalhadores dos correios.

Todos se juntam a grupos que já tinham acesso à imunização contra a gripe na rede pública.

O Rio Grande do Sul tem mais de 5,3 milhões de pessoas nos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. O maior grupo é o de idosos, com 2,3 milhões de pessoas, seguido por crianças de até cinco anos e 11 meses (830 mil).

A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, garantindo proteção contra os principais tipos de vírus influenza: A H1N1, A H3N2 e B. Produzida pelo Instituto Butantan, a fórmula é atualizada anualmente com base nas cepas com maior circulação previstas para o ano, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Aedes aegypti — Foto: Reprodução/ RBS TV

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