Este é o único foco ainda ativo, de acordo com o monitoramento do Ministério da Agricultura e Pecuária.
“Os focos de vida selvagem não são saneados, vão persistindo enquanto houver animais doentes. Como não se elimina todos os animais, acaba prolongando. Mas será feita nova coleta de amostras em aves para verificar se a causa de óbito segue sendo influenza”, explica o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Zoológico de Sapucaia do Sul — Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini/ Arquivo
O início da gripe aviária
Segundo Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, o resultado da análise genética é positivo, pois indica que a linhagem não sofreu mutações e que também não é inédita no estado.
O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Marcelo Mota, explica que a constatação de que o mesmo vírus infectou as aves na granja comercial e no zoológico mostra que a contaminação veio do ambiente externo.
“As amostras que estavam presentes na granja comercial em Montenegro não são fruto de uma circulação dentro do sistema comercial, vieram do ambiente externo ainda, foram frutos de uma contaminação proveniente do meio ambiente”, afirmou.
Gripe aviária: autoridades brasileiras descartam 3 novas suspeitas e investigam outras 4 — Foto: Reprodução/TV Globo
Medidas de contenção
Desde então, a fiscalização passou a ser feita por equipes móveis, com vistorias programadas em um raio de 10 km do foco inicial.
Ao todo, são 4,1 mil veículos abordados e desinfetados nas barreiras de contenção e volantes, de acordo com a Secretaria de Agricultura.
Os próximos ciclos de vistorias em propriedades e barreiras estão programados para segunda (16) e terça-feira (17).
Barreira sanitária para conter foco de gripe aviária no RS — Foto: Mateus Bruxel/Agência RBS
Contagem regressiva para o vazio sanitário
Raio X da produção e venda de carne de frango do Brasil — Foto: arte g1