Homem é condenado a mais de 32 anos de prisão por matar pastor no RS; religioso teria dívida com companheira do réu, diz acusação

Homem é condenado a mais de 32 anos de prisão por matar pastor no RS; religioso teria dívida com companheira do réu, diz acusação

A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri na sexta-feira (24), e o réu, que está preso desde a época do crime, não poderá recorrer em liberdade.

Lucas Ariel Gonzales, de 31 anos, foi condenado por homicídio com quatro qualificadoras (recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo torpe, motivo fútil e uso de arma de fogo de uso restrito), além do crime de porte ilegal de arma.

A defesa informou que “já era ciente da condenação tendo em vista o réu ser confesso desde a primeira fase do procedimento do júri. Recebe o veredito final com respeito”. Leia, abaixo, na íntegra.

Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso?

Além do condenado, uma mulher de 58 anos, que mantinha relacionamento com Gonzales na época dos fatos, também responde pelo homicídio. Ela foi pronunciada pela Justiça, mas aguarda o julgamento de um recurso em liberdade. Ainda não há data definida para o júri dela.

O crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato ocorreu por volta das 9h30 do dia 22 de novembro de 2023, em uma rua do bairro Ipiranga, em Uruguaiana.

De acordo com a acusação, o pastor estava sentado em frente a uma padaria quando foi surpreendido pelos disparos. Os tiros atingiram a cabeça da vítima, que morreu em decorrência de traumatismo craniano.

Para o MP, o crime foi motivado por vingança. A denúncia aponta que o pastor teria uma dívida no estabelecimento comercial ligado à companheira do réu e que também teria ingressado na Justiça com uma ação por danos morais contra ela.

Sentença

Na sentença, a Juíza de Direito Barbara Pereira Saraiva afirmou que o crime foi cometido com frieza e planejamento, já que a vítima foi atacada enquanto estava sentada e distraída.

Ela também ressaltou o fato de o homicídio ter ocorrido em um local público e de trabalho, colocando em risco outras pessoas que poderiam estar circulando pelo local.

A sentença também levou em conta o impacto do crime na família da vítima. O pastor tinha 34 anos e era pai de uma criança de 9 anos à época, o que, segundo a decisão, gerou um trauma permanente aos familiares.

Em relação ao porte ilegal de arma, a juíza afirmou que a conduta foi ainda mais grave pelo fato de o réu possuir conhecimento prévio sobre o uso de armamentos, adquirido junto a uma força militar estrangeira.

Conforme a sentença, mensagens extraídas do celular indicaram familiaridade com o comércio ilegal de armas, o que contribuiu para o aumento da pena.

O que diz a defesa

“O Escritório de Advocacia Criminal de Uruguaiana, Alonso & Castro, composto pelos advogados Júlia Alonso e Khaoan Castro, estão à frente da defesa de Lucas Ariel desde a audiência de custódia, desde o início do processo.

No último dia 23 foi a julgamento pelo Plenário do Júri de Uruguaiana, na oportunidade em que o Conselho de Sentença Soberano decidiu pela condenação do réu por Homicídio Quadruplamente Qualificado.

A defesa já era ciente da condenação tendo em vista o réu ser confesso desde a primeira fase do procedimento do júri. Recebe o veredito final com respeito.

Uruguaiana/RS, 25 de abril de 2026.”

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) — Foto: Carlos Edler/ Agencia RBS

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