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Homens são presos no RS suspeitos de fingir ser delegados e aplicar golpes no PI; crime terminou em morte
Investigação aponta que criminosos exigiram fiança de R$ 8 mil; vítima fez empréstimo e morreu após sofrer ameaças e pressão psicológica.
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Dois homens de 31 e 42 anos foram presos no Rio Grande do Sul suspeitos de fingir ser delegados e aplicar golpes contra vítimas no Piauí.
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Os investigados entraram em contato com a vítima, disseram que ela era investigada e exigiram pagamento de falsa fiança para encerrar o caso.
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A quantia cobrada foi de R$ 8 mil, sob ameaças de responsabilização criminal feitas pelos suspeitos durante as abordagens.
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A vítima fez um empréstimo bancário para pagar o valor exigido e, após sofrer pressão psicológica, tirou a própria vida.
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A polícia alerta que nenhuma autoridade pede dinheiro por PIX ou transferência e orienta que tentativas de golpe sejam denunciadas.
Homens são presos no RS suspeitos de fingir ser delegados e aplicar golpes no PI — Foto: Polícia Civil do Piauí
Dois homens, de 31 e 42 anos, foram presos na manhã desta segunda-feira (4), no Rio Grande do Sul (RS), suspeitos de fingirem ser delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo e aplicarem golpes no Piauí. Segundo a Polícia Civil, o crime terminou na morte da vítima após extorsão.
De acordo com a investigação, os suspeitos entraram em contato com a vítima se passando por um delegado e afirmaram que ela estaria sendo investigada. Em seguida, fizeram ameaças de responsabilização criminal e exigiram o pagamento de uma suposta fiança de R$ 8 mil para encerrar o caso.
A vítima chegou a fazer um empréstimo bancário para realizar os pagamentos. Após sofrer pressão psicológica e ameaças, ela tirou a própria vida.
A polícia alerta que o golpe do falso delegado tem se tornado recorrente no país. Nesse tipo de crime, suspeitos fingem ser autoridades públicas para intimidar vítimas e obter dinheiro.

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“Nenhuma autoridade legítima solicita pagamentos por transferência bancária, PIX ou entrega de dinheiro em espécie para liberação de processos, fianças ou procedimentos investigativos”, afirmou o delegado Walter Pereira Júnior.
A orientação é que a população desconfie desse tipo de contato e denuncie qualquer tentativa de golpe.
*Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.