Listrada, azul ou com mapa do Brasil: além da ‘amarelinha’, criador do uniforme da seleção também fez modelos alternativos
Aldyr Schlee desenhou esboços para participar de concurso promovido pela CBD para substituir uniforme branco, que foi usado na derrota para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950.
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Aldyr Schlee, criador da camisa verde e amarela da seleção brasileira em 1953, desenhou vários esboços alternativos para o uniforme antes da escolha final.
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Os desenhos participaram de concurso da Confederação Brasileira de Desportos em 1953. O objetivo era substituir o uniforme branco marcado pela derrota na Copa de 1950.
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Entre as propostas de Schlee, havia modelos com listras verdes e amarelas, camisetas predominantemente verdes ou azuis e opções com o mapa do Brasil.
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Os protótipos integram o acervo do gaúcho, que também inclui um caderno ilustrado sobre o mundial de 1950. O modelo amarelo tradicional acabou vencendo.
Criador do uniforme da Seleção fez outros modelos alternativos, e não era a Amarelinha — Foto: Aldyr Schlee/Arquivo pessoal
A ‘Amarelinha‘, o uniforme principal da seleção brasileira, rapidamente se tornou a camiseta mais respeitada do futebol mundial. Criada pelo gaúcho Aldyr Schlee em 1953 e lançada oficialmente em 1954, foi alçada à glória no bicampeonato mundial em 1958 e 1962 e imortalizada por Pelé na conquista do tri na Copa do Mundo de 1970 — mas a história poderia ter sido diferente.
O Rei do Futebol poderia ter vestido um uniforme listrado em verde e amarelo; ou uma camiseta verde com golas amarelas — o contrário da oficial; ou ainda uma camiseta azul com detalhes em verde e amarelo e o mapa do Brasil em branco ao centro.
Aldyr Schlee desenhou vários esboços para participar de concurso promovido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) em parceria com o diário Correio da Manhã para escolher o novo traje nacional, em substituição ao uniforme branco com gola azul, maculado pelo “Maracanaço” da Copa do Mundo de 1950. (Veja todos ao final da matéria)
Schlee deixou a imaginação fluir. O uniforme branco não foi imediatamente descartado, mas reinventado: uma opção ganhou detalhes em verde e amarelo na gola e nas mangas, com o símbolo brasileiro azul com as estrelas do Cruzeiro do Sul pintadas.
Outros desenhos
- Uma alternativa poderia ter sido uma camiseta verde com uma listra grossa amarela na horizontal com o mapa do Brasil em azul, ao centro.
- Outra trazia a predominância amarela, mas continha uma listra horizontal em verde, com outras duas listras mais finas acima e abaixo.
- Uma camiseta azul com grandes estrelas do Cruzeiro do Sul preenchendo a parte frontal também foi pensada. Outra opção era bicolor dividida em verde à direita e amarelo à esquerda.
- Duas opções de camisa tricolor listrada: uma em verde e amarelo com linhas finas em azul e outra em azul e amarelo com listras finas em verde.
Veja os esboços alternativos que poderiam ter virado o uniforme da Seleção
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Criador do uniforme da Seleção fez outros modelos alternativos, e não era a Amarelinha — Foto: Aldyr Schlee/Arquivo pessoal
Não faltaram uniformes à disposição para a escolha e, por fim, a alternativa vencedora seria aquela eternizada na memória dos brasileiros com 5 taças da Copa do Mundo levantadas. Veja abaixo os primeiros esboços do uniforme que venceu.
“Aquela camisa branca com a golinha azul não representava nada de nacionalidade. Mas acho que essa combinação de quatro cores não é o que é hoje simplesmente por ser o desenho mais bonito, mas porque ela se tornou uma camisa vencedora”, declara o filho Aldyr Schlee, batizado em homenagem ao pai.
De Pelé e Garrincha a Bebeto e Romário, a Rivaldo e Ronaldo. Azul, branco, verde ou amarelo. Muitas poderiam ser as cores nacionais a representar a Seleção no esporte mais popular do mundo, mas quis o destino fazer o país do futebol sempre almejar voos mais altos e ter sua equipe conhecida como a Seleção Canarinho.
Esboço original da camisa canarinho feito por Aldyr Schlee — Foto: Vinícius Guerreiro/GE