domingo, julho 12, 2026
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Menino de 3 anos morto pelo pai por não dar ‘bom dia’ já foi afastado da família em SC após denúncias

por admin
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Família morou em Santa Catarina

Nesta semana, o MPSC revelou que a família chegou a morar em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina, em 2025. Na época, moradores da cidade denunciaram supostas agressões físicas contra um dos filhos do casal Dandre e Mayanna Angelina Rodgers.

Durante a inspeção, o Conselho Tutelar, acompanhado da Polícia Militar e do Promotor de Justiça da Comarca de Palmitos, foram até a residência da família para verificar a situação, porém não encontraram marcas de violência no corpo da criança.

Os técnicos registraram que os filhos estavam saudáveis, bem vestidos e em um ambiente higiênico.

Crianças foram afastadas dos pais por três meses em SC

Apesar da ausência de provas físicas imediatas, as denúncias e a existência de registros anteriores contra a família em outro estado fizeram com que os órgãos protetivos optassem, por cautela, pelo acolhimento institucional das crianças. O afastamento durou cerca de três meses.

Durante o período, avaliações feitas por psicólogos e duas assistentes sociais forenses concluíram que os pais tinham condições psíquicas de manter a guarda e que não havia elementos para confirmar os maus-tratos.

“Em complemento, um relatório elaborado pelo Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Município registrou que, durante as visitas assistidas, as crianças demonstravam forte vínculo afetivo com os pais, procurando abraçá-los, conversar e brincar com eles, além de manifestarem o desejo de retornar ao convívio familiar. O documento concluiu que, naquele momento, não havia indícios de maus-tratos nem de que as crianças estivessem em situação de risco”, destacou o MPSC.

Com base nesses laudos, a Justiça determinou o retorno das crianças ao lar em junho de 2025. O acompanhamento continuou pela assistência social, sem novas ocorrências registradas.

Após a família se mudar para o Rio Grande do Sul, dois meses depois, o MPSC solicitou a transferência do procedimento protetivo para a Vara da Infância e da Juventude de Viamão (RS) para que a fiscalização continuasse no local.

Pai confessou crime

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, substituta na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e responsável pela investigação, o pai relatou ter dado socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. O crime aconteceu no distrito de Águas Claras, onde a família mora.

O g1 tenta contato com a defesa de Grayson, mas não havia localizado até a última atualização desta reportagem.

O menino estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre e morreu na noite de quarta-feira (8).

O próprio agressor levou o menino até o hospital de Viamão no domingo (5). Devido à gravidade dos ferimentos, a criança foi transferida para a capital.

Ao constatar as múltiplas lesões, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O norte-americano foi preso em flagrante no hospital. Na segunda-feira (6), durante audiência de custódia, a Justiça determinou a prisão preventiva.

Na última quinta-feira (9), Mayanna Angelina Rodgers, mãe de Oliver também foi presa preventivamente por omissão. Em nota, a defesa de Mayanna diz que ela “é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente”.

A mulher tem pais norte-americanos e nasceu no Japão. Portanto, tem dupla cidadania (Leia o posicionamento completo abaixo).

Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há nove anos e havia se mudado para Viamão há cerca de oito meses.

Oliver Golden Grayson tinha 3 anos — Foto: Arquivo pessoal

O que diz a mãe da criança

“A defesa de Mayanna Angelina Rodgers está colaborando com as autoridades, permanecendo a disposição da justiça para esclarecimentos dos fatos.

Consigna que a constituinte é vítima e se encontrava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado.

A defesa confia no devido processo legal, contraditório e ampla defesa, nos termos da Constituição Federal, reafirmando que apenas a ampla instrução processual permitirá a correta apuração dos fatos.

Por respeito a memória da criança e ao sigilo das investigações não serão fornecidas outras informações.

Isabel Cochlar – OAB/RS 71.415
Juliana Braun Martins OAB/RS 103.017
André von Berg – OAB/RS 44.063″.

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