“Muito embora os fatos tenham ocorrido durante uma reunião com demais pessoas, os depoimentos prestados pelas testemunhas na fase policial são conflitantes e contraditórios entre si, não sendo possível extrair se o investigado, de fato, proferiu falas preconceituosas e intolerantes”, disse o promotor Rodrigo Berger Sander.
Com isso, o caso vai para a Justiça, que decide que concorda ou não com a opinião do MP em relação caso. Se concordar, a investigação deve ser encerrada.
O caso havia sido registrado na Polícia Civil pela Associação das Escolas de Samba de Canoas. O inquérito foi concluído sem indiciamento.
Ao g1, Daniel Scott, vice-presidente e diretor de Carnaval da Associação das Escolas de Samba de Canoas (AESC), disse que, na próxima semana, as escolas se reunirão para discutir o tema.
Relembre
Em fevereiro deste ano, a AESC afirmou que a condição teria sido imposta durante uma reunião no gabinete da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo dias após a posse do prefeito eleito.
Segundo Daniel Scott, a reunião em que houve a suposta exigência do secretário de Cultura ocorreu para tratar, inicialmente, sobre o financiamento dos desfiles.
O secretário Wolmar Pinheiro Neto negou que tivesse imposto a condição, sinalizando que não seria possível destinar recursos públicos “devido às necessidades urgentes de investimentos na área da saúde”. Após isso, em entrevista a um portal de notícias local, ele afirmou que Canoas não teria desfiles em 2025 na cidade.
Scott diz que, depois da entrevista, voltou a entrar em contato com a prefeitura para solicitar que um espaço da cidade fosse cedido para a realização dos desfiles, mesmo que não houvesse financiamento da prefeitura, o que acabou acontecendo: foi cedido o Parque Esportivo Eduardo Gomes.