Prefeitura de Porto Alegre reabre comporta um mês após nova cheia; veja o que muda

Prefeitura de Porto Alegre reabre comporta um mês após nova cheia; veja o que muda

A prefeitura de Porto Alegre iniciou a reabertura de uma das comportas do sistema de proteção contra cheias que seguia fechada há cerca de um mês. A comporta 12, que conecta a rua Voluntários da Pátria à avenida Castelo Branco, no 4º Distrito, já passava por obras de substituição do portão móvel da estrutura, mas precisou ser fechada com argila e sacos de areia com a subida das águas.

A abertura começa com a remoção de uma camada de pedras-rachão que cobre a estrutura. Depois, acontece a retirada da argila e a limpeza da área, além da remoção das bags colocadas sob os materiais. O trânsito será liberado somente após o fim de todas estas etapas.

“O fechamento preventivo das comportas deu tranquilidade à população em meio à última cheia do Guaíba. Conseguimos garantir a segurança da cidade com essa solução. A desmobilização, gradual, permite a total retomada da mobilidade na região, assim como a sequência de obras fundamentais para a cidade”, afirma o diretor-executivo do Dmae, Vicente Perrone.

Trânsito

A partir da liberação da passagem pela comporta 12, os veículos que circulam a partir da ponte do Guaíba, pela rua Voluntários da Pátria, terão o acesso Um liberado e poderão atravessar sob a avenida Castelo Branco, para seguir em direção ao Centro. O trecho também é uma opção para acessar as marinas e o Centro de Treinamento do Grêmio, na avenida João Moreira Maciel, ou para seguir em direção a Canoas, através da avenida Guilherme Shell.

Mudanças nas estruturas

O conjunto de 14 comportas, construído a partir da década de 1960, está passando por reestruturações que envolvem fechamento definitivo de passagens, substituição de portões e ajustes na mobilidade urbana. As comportas 11 e 12 terão os portões móveis substituídos por novas estruturas, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2026.

Perrone explicou que a decisão de manter ou extinguir cada comporta foi baseada em critérios de mobilidade e uso efetivo.

“Todas as aberturas que tem no sistema de proteção de cheias tendem a ser minimizadas para evitar novos problemas”, disse. “Quando o sistema foi criado a cidade era outra, a mobilidade era outra, os meios de transporte completamente diferentes do que a gente tem hoje.”

As obras fazem parte de dois contratos que somam R$ 11 milhões, mas a prefeitura informou que os valores serão ajustados conforme o novo escopo. A fiscalização das novas estruturas incluirá inspeção de soldas e acompanhamento técnico na sede da empresa fornecedora, segundo o diretor-executivo do Dmae.

Comporta que estava em obras foi fechada com argila e sacos de areia após nova subida das águas — Foto: Reprodução/RBS TV

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