Santa Casa de Porto Alegre faz milésimo transplante renal pediátrico e celebra 30 anos do 1º transplante cardíaco

Santa Casa de Porto Alegre faz milésimo transplante renal pediátrico e celebra 30 anos do 1º transplante cardíaco

Três anos separam as datas mais marcantes para Ademar Lagranha e Isaac Nunes. O menino Isaac fez um transplante de rim em 2017, após quatro anos de tratamento. Já Ademar recebeu um novo coração em 2020, em plena pandemia de Covid.

“Foi em 2012 que eu descobri que tinha miocardiopatia dilatada. No final de 2019, comecei a piorar muito e entrei na fila. A doutora disse que meu único remédio era o transplante”, conta Ademar.

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A mãe de Isaac, Raquel Nunes, lembra do medo no início. “É bem desafiador porque é uma coisa nova. A palavra que define é medo: do desconhecido, do que vai acontecer”, diz. Uma semana após a cirurgia, Isaac já mostrava sinais de melhora. “Ele não comia, usava sonda. Logo depois do transplante, perguntou o que a gente estava comendo. Isso é muito significativo”, relata.

Isaac e Ademar receberam órgãos transplantados — Foto: Reprodução/RBS TV

Avanços e desafios

Segundo a coordenadora do serviço de Transplante Cardíaco, Joana Junqueira, os números reforçam a importância do trabalho. “Essa data solidifica nosso trabalho. O serviço começou em 1995 e, só nos últimos dois anos, fizemos 15 transplantes cardíacos”, afirma.

A chefe da Nefrologia Pediátrica, Clotilde Druck Garcia, destaca a evolução dos medicamentos.

“Na década de 70, a rejeição era metade dos casos. Hoje, menos de 10%. Temos um arsenal de medicações e escolhemos a melhor para cada paciente”, explica.

Apesar dos avanços, a falta de órgãos ainda é um desafio. Quase metade (46%) dos potenciais doadores não se efetiva por recusa das famílias. No estado, 15 pessoas aguardam por um coração e 1.486 por um rim.

Santa Casa já realizou mais de mil transplantes renais pediátricos — Foto: Reprodução/RBS TV

Incentivo à doação

Mais de 850 gaúchos já fizeram a declaração. O registro também pode ser feito gratuitamente em tabelionatos do estado.

Nova vida

Hoje, Isaac, com 13 anos, sonha em ser programador ou professor de matemática. Já Ademar, aos 65, comemora duas datas especiais: o aniversário e o dia do transplante.

“Me sinto com 30 anos. Posso fazer de tudo. Essa é uma nova vida”, afirma.

Santa Casa já realizou mais de mil transplantes renais pediátricos — Foto: Reprodução/RBS TV

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