terça-feira, abril 14, 2026
Casa Região Stand-up de Nego Di que teria bilheteria retida para pagar cliente é adiado: ‘Pelo visto não tem intenção de ressarcir’, diz autor da ação

Stand-up de Nego Di que teria bilheteria retida para pagar cliente é adiado: ‘Pelo visto não tem intenção de ressarcir’, diz autor da ação

por admin
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A retenção do valor de R$ 7.266,40 da bilheteria do evento que aconteceria em Biguaçu, Santa Catarina, era a garantia do pagamento de uma dívida judicial do influenciador e humorista. A ação, movida ainda em 2022 pelo empresário Thiago Lisboa, está em fase de cumprimento de sentença.

Na decisão do dia 2 de março, o 5º Juizado Especial Cível de Porto Alegre notificou a plataforma Pensa no Evento para reservar os valores arrecadados com a bilheteria do espetáculo, até o limite definido no processo. Questionada pela reportagem, a plataforma informou que os ingressos foram estornados e o evento foi adiado — nova data ainda não foi informada.

Thiago afirma que ficou surpreso ao visitar o site de venda de ingressos e perceber que o evento, que já tinha alguns setores esgotados, não estava mais disponível na plataforma.

A ação envolve a loja virtual “Tadizuera”, onde Thiago comprou um smartphone que nunca foi entregue.

Entretanto, a empresa citada no processo era o bar “Casa dus Guri”, de que o humorista era sócio, e que encerrou as atividades meses após o início dos problemas judiciais envolvendo o influenciador. De acordo com a ação, o bar era utilizado como “estoque” e ponto de encontro para entregas.

“Citamos o bar pra tentar ver a cor do dinheiro”, conta Thiago. “Por sorte, consegui um bloqueio de R$1.600 nas contas do bar, depois que já haviam fechado as portas. A esperança é com esses stand-ups que conseguimos o bloqueio, mas pelo visto ele não tem intenção de ressarcir”, completa.

Segundo os despachos do processo, a medida foi adotada após outras tentativas de satisfação do crédito. Antes disso, houve uma tentativa de bloqueio via Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) contra a empresa Casa Dus Guris Comércio de Bebidas Ltda., sem resultado integral.

Em 29 de agosto de 2025, o processo registrou um bloqueio parcial de R$ 1.641,79 nas contas da empresa. O valor, no entanto, foi considerado insuficiente para quitar a execução. Depois, em janeiro de 2026, o juízo deferiu a penhora de outro processo, até o valor atualizado de R$ 7.266,40.

O g1 entrou em contato com a defesa de Nego Di, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Este não é o único caso envolvendo o influenciador. Desde 2022, Nego Di responde a processos por acusações que incluem estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal.

Dilson recebeu liberdade provisória em novembro de 2024, após 130 dias preso.

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Loja virtual “Tadizuera”

O inquérito policial foi concluído em agosto de 2023, com pedido de prisão preventiva. Em julho de 2024, o MP se manifestou favoravelmente à prisão, e a Justiça decretou a medida no mesmo dia.

Em seguida, Nego Di foi preso preventivamente em Florianópolis (SC) e permaneceu na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) por mais de quatro meses.

Após a soltura, o influenciador passou a cumprir medidas cautelares, como proibição de uso de redes sociais, entrega de passaporte e comparecimento periódico em juízo. Após violar essas medidas com postagens nas redes, foi advertido pela Justiça.

Em outubro de 2025, a 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre tornou o humorista e o sócio dele, Anderson Boneti (que está preso por outro processo envolvendo a loja), réus em mais uma ação penal por estelionato.

“Fake news” sobre enchentes

Em maio de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou que Nego Di apagasse publicações com fake news sobre as enchentes em Canoas e Porto Alegre.

Ele foi proibido de reiterar as afirmações sob pena de multa de R$ 100 mil.

Fraude em rifa de Porsche

Em fevereiro de 2025, Nego Di virou réu por fraude em uma rifa virtual envolvendo um Porsche avaliado em mais de R$ 500 mil. As suspeitas incluem estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria. A esposa do influenciador, Gabriela Vicente de Sousa, também foi denunciada e virou ré por lavagem de dinheiro dentro do esquema por lavagem de dinheiro.

Como parte da ação, em agosto deste ano, dois veículos de luxo (uma RAM Classic Laramie e uma Range Rover Velar) foram apreendidos. Os dois estão avaliados em R$ 508.851,90. A Justiça determinou o leilão dos bens.

O influenciador e humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di — Foto: Arquivo Pessoal

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