“Os trabalhos indicaram que ele havia saído ainda no sábado de manhã de Gravataí, com destino à Rodoviária de Porto Alegre, onde tomou um ônibus para São Paulo. A equipe da Deam seguiu no encalço do suspeito, obtendo êxito em localizá-lo já na cidade de Goiânia”, explicou a delegada.
O suspeito, de 25 anos, mantinha um relacionamento com Maria Eduarda e está preso temporariamente. A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo da prisão por mais 30 dias, por se tratar de crime hediondo. Ele será interrogado quando regressar ao RS.
O corpo da vítima foi localizado pela proprietária da casa que ela alugava, no RS. A perícia apontou sinais de asfixia mecânica como a causa da morte da jovem, segundo a polícia. Maria Eduarda foi velada e sepultada no domingo (25), em Porto Alegre.
Maria Eduarda não havia solicitado medida protetiva nem registrado ocorrência policial anteriormente.
‘Não quero que Maria Eduarda seja mais uma estatística’
À RBS TV, a tia da vítima, Elenara Souza Duarte, afirmou que o namoro era conturbado e que o homem era “ciumento e possessivo”. “Eles se conheciam há pouco tempo. Ela morava sozinha naquela casa, e ele foi morar junto dela”, descreve.
“Não quero que a Maria Eduarda seja mais uma estatística. Quero que a polícia se empenhe nesse caso”, diz a tia.
Elenara descreve a sobrinha como alguém “intensa” e “que acreditava nas pessoas”. Maria Eduarda era atendente e recepcionista de um bazar em Cachoeirinha.
A proprietária da casa onde Maria Eduarda morava a encontrou pois havia combinado um reparo no banheiro e estranhou que ela não respondia.
“Ela estava radiante, porque estava começando. Ela tinha comprado a cozinha dela, o quarto dela, tudo novinho, os eletrodomésticos, tudo”, conta a mulher, que pediu para não ser identificada.

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