A Polícia Civil prendeu preventivamente, em Porto Alegre, Marcelo Freitas, suspeito de feminicídio e outros crimes de violência doméstica contra mulheres. O crime que motivou o mandado de prisão aconteceu no dia 1º de setembro, em Florianópolis.
Conforme a polícia, o suspeito teria fugido para Porto Alegre em um carro de aplicativo, descartando os celulares dele e da vítima na cidade de Tubarão (SC).
Ele foi preso na quarta-feira (10) por agentes da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) da capital gaúcha, com apoio da DPCAMI de Florianópolis, em uma operação conjunta entre as polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Segundo a delegada Tatiana Bastos, Freitas não havia apresentado defesa até a mais recente atualização desta reportagem. O g1 mantém o espaço aberto para posicionamento.
Antecedentes de violência
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, pelo menos três mulheres já haviam solicitado medidas protetivas de urgência contra ele. Em 2023, Freitas foi preso preventivamente pois teria incendiado a casa e os veículos de uma ex-companheira em Balneário Camboriú. Na mesma ocasião, ele também teria raspado o cabelo da vítima com uma faca.
Em abril de 2024, obteve liberdade provisória e, no mês seguinte, iniciou o relacionamento com Suzana, diz a Polícia.
Relacionamento e prisão
Conforme informações da Polícia Civil, a vítima já tinha registrado e pedido medida protetiva contra Freitas.
A investigação aponta que, em setembro de 2024, ele teria amarrado Suzana, raspado seus cabelos e a agredido fisicamente.
Após a morte da mulher, Freitas buscou abrigo na casa de outra ex-companheira em Porto Alegre, que também teria sido vítima de suas agressões e estaria sendo coagida e ameaçada, segundo a Polícia.
O suspeito foi encaminhado ao Nugesp (Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional).
Freitas não confessou nenhum dos crimes e alega que a vítima foi assassinada por agiotas.
O que é feminicídio?